segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A latrina de Temer

Na latrina da cabeça de muitos, o amor deu lugar ao fratricídio, o que provocou um entupimento da água da descarga, e um refluxo de excrementos vaso à fora.
Xingamentos escorriam, junto com o linchamento dos gêneros.
Pareciam hipnotizados.
A propaganda diária massacrante moldou um super verme fétido e asqueroso que se alimentava de rodiasol.
O Sol recusava-se a sair, e a lua envergonhava-se por não encantar mais os casais.
A marcha unida se fez moda, e não paravam o desfile eterno e vazio, sem ter onde, nem porquê. Mesclaram amorosidade familiar com imbecilidade anedótica.
Fedem fedem fedem.
Não se mostram, e atacam às escondidas, como um bom covarde, um bom Temer.

Lamento íntimo

Carrego dores interiores...
quem as conhece?
Um homem forte,
normalmente, as retém, 
não são percebidas.

Silenciosas e sorrateiras, 
acabem emergindo 
entre amigos.

Estabelecem 
uma distância surda
num tempo mudo.

Escondem-se nos olhos...
desdém contínuo.

Dores traiçoeiras...
de todos tipos.

Juntas,
formam 
a solidão
de dores
absolutamente reais.

Escondem-se
na formalidade
das relações,
ocultar das almas,
na vulgarização
da vida.

Provocam
sorrisos estéticos
e corações duros,
empedernidos.

Humanidade desperdiçada!

Quem escutará 
este lamento,
em meio 
à multidão de Lorca?

João Paulo Naves Fernandes
28/08/2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A bronco pneumonia do ex presidente

 Prezadas  e prezados. Todos sabem dos meus pensamentos. Sou um cristão democrata, humanista, com esperanças num mundo horizontal,  socialis...