sábado, 22 de agosto de 2026

DEPOIS...

 


Quando puder 

guarde um lugar 

para mim, 

afinal, grande é  o palco, 

maior que a realidade.


Podendo, 

convite-me 

para conversarmos, 

quem sabe resolvemos 

as questões 

que ainda estão 

pendentes.


A hora que você 

tiver um tempo, 

que tal sentarmos 

no banco de uma praça, 

para jogarmos conversa fora, 

enquanto alimentamos os pombos...

arrulham tanto suas ansiedades 

em nossas indiferenças...


Ah, sei lá, 

faça como você quiser, 

e deixemos para outra hora. 

não era importante mesmo, 

fica para depois

AS COISAS COMO SÃO


Ando deixando correr 

as coisas do seu jeito, 

como são...

colocando de lado 

as opiniões.


Ando considerando 

a situação 

como se apresenta, 

sem julgar 

como deveria ser.


Ando observando 

sem surpresa 

a realidade, 

em sua plenitude, 

com naturalidade, 

como a sequência 

de uma ordem 

exterior a mim.


As roupas nos varais 

secam ao vento...


Sigo vestindo-me 

diante de todos, 

fazendo as refeições 

nas horas certas, 

o café da manhã 

almoçar

jantar

dormir 

acordar...


Ando deixando correr 

as coisas do seu jeito, 

como são...

 TEMPO E LUGAR


Sou do tempo... 

apesar do tempo 

atravesso o tempo. 


Relação amistosa e distintas, 

porque também sou tempo 

faço o tempo.


Sou do lugar, 

apesar do lugar 

ultrapasso espaços, 

espaçoso que ou.


Vou onde 

a imaginação levar 

sem perdas 

ao viajar, 

itinerante.


Encontro compartilhado 

entre eu e o meio, 

eu e o tempo.


Seguiremos por aí 

tempo afora,

agora, 

e fora de hora 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

BUSCA

 


Me apago, 

procura 

indefinida.


Desconhecido 

encontro, 

transformo


Ser bom...

estranhamento 

humano 

forçado 


Palavras, 

não explicam.


Véu de mim 

intransponível

VENTOS FORTES

 O servico meteorológico anunciou que hoje ocorrerão ventos fortes no litoral Paulista ate o Rio de Janeiro, à partir do meio dia, com 4 horas de duração. 

Então muita atenção e cuidados, e apesar disto um ótimo dia a todos e todas.

Parece que um ciclone se formou no meio do Oceano Atlântico.

Está sendo cada vez mais comum fenômenos deste tipo acontecerem por aqui, e orlas noticias wue acompanhamos, tsmbem em outras partes do mundo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

DESENVOLTAS MIUDEZAS...

 


Trago uma ansiedade 

por estar junto, 

não saber o que falar,  

envergonhar-me por não falar.


Quero respirar fundo junto, 

a brisa da manhã, 

Sol transfigurando, 

noite em dia, 

em alegria 

gratuita, 

fortuita, 

o mundo.


Trago a delicadeza dos afagos 

que não nos permitimos, 

silenciosamente amados, 

estranhas distâncias 

não declaradas.


Despeço repentinamente 

a informalidade 

e envergonho-me 

dos imensos

choques culturais 

que me elitizam, 

na 3ª idade.


Caminho a imagem 

que me impõem, 

durissima, 

querendo ser selvagem,  

eu que sou da paz, 

muitas vezes 

incapaz...


Avanço como posso 

reclusão e ação,  

ora aqui ora ali, 

revoltado e manso, 

integrada exclusão.


Deixo um legado 

de incertezas, 

altas estaturas 

fraquezas, 

desenvoltas 

miudezas,

combinadas

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

ESCREVER

 


Escrever tornou-se uma ferramenta que produz vida. 

Quando a rotina se impõe,  meus versos se escondem, tamanha a distância que se encontram.

Ficam solitários e ocultos, preservando-se do mundo.

Despertam no contraponto de tudo, alta madrugada, sertão enluarado, repondo o tabuleiro no ponto de partida.


Escrever tornou-se uma oração pessoal, onde busco a fonte de tudo o que vejo e faço. Desperta-me antes do mundo com suas inquietações transcendentes e põe-se a derramar  enxurrada de ideias e palavras a serem costuradas imediatamente.

Não se importa tanto onde estou e em que estado, tem sua pressa matinal, que brota de onde? 


Escrever tornou-se um alimento diário,  por vezes dietético, por vezes extravagante...no fundamental mantém sabor e deixa uma sensação satisfeita, depois de concluído. 

São pequenos manjares precipitados entre o coração e a mente, refestelando-me todo.


Subi com o verbo o altar dos acontecimentos, encontrei sujeitos, e seus específicos adjetivos, dei-lhes objetos, sentidos no caminho, respeitei os suspiros e silêncios intercalados, procurei encerrar, interrogar, exclamar.


Vivo na observância de alguém que emerge de quando em quando, desconhecido e desapegado de mim, até que tudo se ponha enfim.

DEPOIS...

  Quando puder  guarde um lugar  para mim,  afinal, grande é  o palco,  maior que a realidade. Podendo,  convite-me  para conversarmos,  que...