terça-feira, 30 de junho de 2026

BREVE REFLEXÃO DE NOSSO TEMPO

 


Alguns escolhem ser bons, e seguem uma vida solidária, sem ideias preconcebidas disto ou daquilo. São simplesmente bons...

Outros passam pela vida indiferentes, distraídos, ocupados consigo mesmos. São uma parcela considerável...quem sabe?

Há entretanto, os maus. Tem vida familiar estável, e tem uma alegria familiar confinada, mas são profundamente reservados em suas opiniões, geralmente de ódio.  Não dialogam porque não conseguem sustentar seus argumentos destrutivos diante do seu interlocutor.

Estão sempre a falar mal das pessoas, dos governos, dos bens comuns que todos usufruimos. É deste segmento que dyrge osbpensamentos autoritários, até materializar-se no fascismo e no nazismo. Se crescem em número, com suas mentiras costumeiras, que acabam tornando-se "verdade", por força da insistência, acabam contaminando toda a sociedade.

É o que estamos vendo acontecer no mundo, onde   o equilíbrio, a razão e a humanidade estão dando lugar ao instinto de morte e destruição. 

Escrevo este pequeno texto aos que sinta podem entender. Esta é uma epoca de luta e céu nublado.  Exige pessoas destemidos, de coragem. Não é uma escolha, é uma imposição do nosso tempo aos que ainda tem amor...

segunda-feira, 29 de junho de 2026

FOLIA DE REIS EM CASA


 Hoje recebemos o grupo da Folia de Reis em casa. Muita alegria e fé num mundo melhor,  onde a paz seja abundante, e a justica predomine na Terra

domingo, 28 de junho de 2026

FENDA INDEFINIDA

 


Há ocasiões...

na dobra 

entre o dia e a noite, 

conflito entre 

a exterioridade e a reflexão, 

quando o silêncio grita alto...

emerge lentamente 

algo distante 

de tempos ancestrais 

tristeza  indefinida, 

amálgama de expectativas 

acumuladas, 

dando seu sinal de vida, 

nebulosa visita 

sutil e extemporânea, 

adentrando as periferias da razão 


Não tenho onde esconder-me, 

por mais que busque refúgios...

o trivial só piora.


É como se houvesse 

um desenlace invertido 

do que não fui, 

nem atingi, 

soberba dor 

que quem 

não acalmou 

sonhos.


Tarde híbrida, 

masculina e feminina

invasão sobreposta 

de momentos, 

no abandono de mim, 

fraquezas 

apropriando-se

da lógica...


Passagem 

momentânea 

desta serena 

e surda luta 

que me cerca,

e sigo meio a meio, 

sem soluções 

até tudo acalmar-se...

sábado, 27 de junho de 2026

VOLTAREI

 


Estou perto, 

permaneço atento, 

raramente durmo...


Compreendo a dor 

porque sofri muito, 

suportá-la 

foi grande lição, 

engrandece.


Não me cansa 

contemplar 

o amanhecer, 

deixa sempre

um ar de novidade.


Preciso refazer-me, 

a cada dia, 

senão padeço 

rapidamente...

minha humanidade 

requer ânimo, 

permanente


Tenho o mérito 

de resistir 

às injustiças 

assemelho-me

a um náufrago.


Suspiro ansioso 

o meu tempo, 

perdido nas trevas 

da incompreensão,

mortal.


Aguardo alguém 

sensato, 

que convença 

as pessoas 

sobre a paz, 

e tenha adeptos...

porque tudo 

está armado 

para eclodir 

a qualquer 

momento.


Preparei 

os mantimentos 

necessários 

para subir 

a montanha, 

transformá-la

em meu refúgio 

das lutas, 

onde refaço 

os laços 

de amanhã.


Deixo um tropel 

de cavalos brancos 

ocupar as campinas 

verdejantes,

onde escondo 

um desânimo 

milenar...


Não sei dizer adeus, 

mas "paz entre todos", 

perderam meu nome 

em meio a tantos 

clamores falsos...

por isso partilho 

este pouco de mim, 

aos que ainda 

me conhecem.


Quando tudo acalmar-se, 

os casais puderem 

novamente ir às praças 

com suas criancas, 

quando tomar um sorvete 

significar vitória 

sobre as grandes estruturas, 

então poderei ser 

saboreado também 

num amor 

amigo e companheiro.


Serei visto, 

deitado sob uma árvore, 

contando histórias 

de um mundo 

que ainda não existe 

à gente 

de todos os lugares


Por enquanto, 

entretanto,

saibam que estou 

por perto, 

atento, 

raramente durmo.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

VÉSPERA INESPERADA

 


Difícil segurar 

este momento, 

em que tiros 

misturam-se 

a cânticos 

inocentes.


Declamar 

em goles secos 

a esperança, 

e chorar  

doces tragédias...

nunca se despedem.


Diferentes ingredientes, 

não se combinam, 

suportam o mesmo espaco.


Tremo e danço, 

rio o pranto, 

cruel encanto 

pós contemporâneo.


Vou com um corte 

dividindo o peito, 

dor jorrando 

pétalas murchas.


Vou para não sei onde, 

o caminho está 

por ser aberto, 

não sei qual.

PESADELO SISTÊMICO

 


Ando sem tempo...

Tantas as demandas, 

que passo os dias 

respondendo inúteis 

solicitações.


É atraso disso, 

compromisso daquilo, 

cobranças diversas, 

documentos a  providenciar, 

congestionamentos no trânsito, 

atenção difusa 

de todos os lados...

quando se vê, 

nada se fez...


Tudo são 

representações, 

imagens, 

simbolismos, 

enquanto a vida 

passa ao largo, 

manso rio desabitado


Mundo de quinquilharias 

despejadas 

como esgoto...

o principal fica sempre 

para depois. 


Saio à rua, 

vejo um frenesi louco 

pela sobrevivência, 

não sabem como resolver 

continuam indo 

ao matadouro.


A proximidade do fim 

alvoroça 

sem soluções 

alternativas..


Quando despertarão?


Antes da morte ? 


Ó vida a ser vivida...

perdida 

no emaranhado sistêmico.

terça-feira, 23 de junho de 2026

VIDA BREVE

  


De repente, 

vejo-me sem ter 

onde guardar experiências, 

arduamente apreendidas, 

e naturalmente 

descartadas pelo mundo.


Entreguei-me ao mundo, 

como uma folha de outono 

a passear sozinha 

ao sabor do vento, 

perdida, 

antes de dissolver-se 

seca 

por sobre a terra...

uma ovelha por tosquear, 

distraída nas montanhas, 

indiferente 

aos perigos 

frequentes...

muda sem terra, 

sem vaso 

vazia 

de nutrientes...

ninho por formar, 

amor sólido, 

crias por criar, 

gerações a perpetuar


Não perguntei 

das distâncias 

nem dos riscos, 

olhava incólume 

e seguia, 

conforme o coração 

mandava...


Os resultados via depois...

na maior parte 

acertei nas decisões,  

e quando errei 

compreendi, 

às vezes 

a duras custas...


De alguma forma, 

deixei-me enrijecer

pelo mundo...


Tempos diversos 

onde a juventude 

pôde expressar-se 

sem sobressaltos, 

ciente de si, 

consequente. 


A riqueza ficou

para o último plano, 

não pensei em acumulalar...

apenas mais adulto, 

quando o fim 

pôde ser pensado.


No mais, 

era cigarra solta 

nos desertos, 

brincando de guerra 

diante das guerras...


Amar preencheu 

todos os espaços...


Pude descobrir e medir 

a importancia das coisas, 

realizar-me 

como alguém 

com identidade


Em meio a tudo, 

uma estranha 

companhia 

fui reconhecendo, 

tardia...

parecia não interferir...

acostunei-me a ela 

quando o Sol se punha...


Ao sair ileso 

das grandes perseguições, 

perguntava-me

como pude sobreviver, 

ao lado de tantos 

sucumbidos 

no pântano do poder.


Sei apenas que sobrevivi.


Estudei o que o coração pedia, 

e refestelei-me 

com o conhecimento...

disto extraí 

o nectar da vida, 

escondido dos opressores, 

o deixar-me levar 

pelo fragor das ondas 

pipocando nas praias, 

ácidas, 

eu borbulhando...


Desejei ser mais, 

sofri inutilmente 

a voraz disputa por lugares...

em certo momento, 

percebi que tudo 

tem uma hora, 

sem precisar disputar.


O mundo possui 

espaços amplos 

para acomodar 

toda gente.


Olhando por sobre os montes, 

as mudancas repentinas 

que estão vindo 

mais frequentes, 

tenho a sensação 

de que não minhas 

mas das novas gerações 

esta penitencia...


De minha parte 

fica o testemunho 

do criar, 

usufruir 

e partilhar

sempre...

e ainda tem gás...

BREVE REFLEXÃO DE NOSSO TEMPO

  Alguns escolhem ser bons, e seguem uma vida solidária, sem ideias preconcebidas disto ou daquilo. São simplesmente bons... Outros passam p...