segunda-feira, 17 de agosto de 2026

As eleições no Brasil de 2026 e a conjuntura Mundial

 Ontem, 16 de agosto de 2026 começou oficialmente no Brasil a campanha eleitoral, para presidente, 2/3, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

No Brasil, o processo eleitoral no país, desde a redemocratização, vem passando por sucessivos reduções de prazos de propaganda e cerceamentos de direitos.

Lembro-me da alegria das primeiras eleições gerais pós ditadura, a festa que era fazer campanha nas ruas da cidade de São Paulo, o que não dizer das outras capitais e cidades por este país afora. Sem contar que, salvo engano, duravam 3 meses as campanhas. Colocar cartazes dos postes e paredes, até pichar os muros em lugares estratégicos, ir ao centro da cidade e fazer pequenos comícios sem sermos molestados, tudo isto acontecia

Com bons argumentos ou não, o fato é que chegamos hoje a um período eleitoral, com toda sorte de critérios que, ora disciplinam uma aparente igualdade de direitos, ora dificultam o eleitor às informações.

Outro fato muito importante é o ressurgimento de um nazi fascismo de cara nova na cena política mundial. 

Até então, este grupo estava proscrito da vida pública, por seu caráter eminentemente antidemocrático, autoritário, violento e racista.

Criam mitos que fanatizam as pessoas a ponto de considerarem estes como deuses, e os seguem cegamente. 

Tornam o ódio algo natural e constante. Perseguem os democratas, socialistas, comunistas e massificam grandes parcelas da população, com suas propagandas massificadoras.

Por aqui, no país, um clã fanático assenhoreou-se desta parcela da população, apesar do surgimento de outros fanáticos que disputam a liderança deste setor.

Atualmente ele conseguiram dividir ao meio a opinião pública do país, e são potencialmente, fortes o suficiente, a vencerem as eleições a presidente.

O surgimento do extremismo de direita no mundo tem relação direta da mudança de um mundo unipolar para outro multipolar, onde o unipolar recorre ao fanatismo como meio e tentativa de sobrevivência.

Nós sabemos que a multipolaridade está se impondo, não importam as radicais expressões de neofascismo que surgem por aí. 

A multipolaridade será a futura realidade do mundo. Isto não quer dizer que não acontecerão retrocessos, pode muito bem acontecer.

Não está afastada a possibilidade de guerra mundial, uma vez que forem se multiplicando as guerras regionais, típicas de um mundo com bombas atômicas.

O sistema estará frágil no quesito guerra ao comércio marítimo. O fechamento de mares sob influência deste ou daquele pode desencadear um generalização da guerra. 

O próprio EUA, ao reeditar a doutrina Monroe, mostra seu sinal de fragilidade, porque expressa aquilo que está perdendo, que é sua influência comercial para a China dentro da AL já bem fascista, mas que não rompe com os chineses, porque o comércio determina como a realidade deve ser.

Bem, o Brasil tem um papel muito importante para a sobrevivência de uma AL autônoma. Lula represente esta ideia. 

Já o clã pensa em submissão e alinhamento automático, nem que isto reduza o comercio do país, como acabamos de ver com seu apoio às taxações dos EUA a nós.

É como vemos neste momento a situação







ENTREMEADOS

 


Entreaberto...

perspectiva 

semi aberta 

semi fechada, 

convites, 

aguardos, 

tensões à vista, 

márgens distantes...


Vivo enseada de alto mar , 

cânion de largas planícies, 

nuvens de cosmo profundo.


Sismos rodeiam...

Ora vivo num, ora noutro


Realidades postas nas mãos 

como intermediárias de situações.


Sigo, com os pés largos 

este descobrir diário 

que se apresenta:

um passo aqui, 

outro acolá...

formas de dividir o tempo, 

enquanto ele não acontece.

domingo, 16 de agosto de 2026

QUANDO A VI NOVAMENTE

 


Quando a vi novamente, 

não era mais ela, 

era outra pessoa.


Bebera o licor das estruturas, 

as engrenagens impediam 

aproximar-me.


Quando a vi novamente, 

foi como se nunca 

nos conhecêssemos...


Aprendi a lição 

do tempo certo, 

a experiência pela metade,, 

as mudanças dos sonhos 

em pesadelos.


Como pude continuar sonhando?


Guardo muitos sonhos 

que foram destruídos...


Guardo-os como relíquias, 

sonhos enterrado para sempre, 

nunca descobertos.


Tenho também novos tempos abertos...


Neles cuido de não 

deixá-los passar, 

perdê-los também

sábado, 15 de agosto de 2026

ON LINE

 


O assunto Redes tem sido muito criticado pelos excessos...mas gostaria de ressaltar como conseguimos também cultivar boas amizades por aqui, e sabendo usar, usufruir melhor as virtudes que podem nos elevar a novos patanares de humanidade. 

Os livros, que estão sempre presentes, vão dando lugar a novas formas antecipadas de leituras como no Face, substituindo, gradualmente, uma pela outra. Esta é uma realidade que está se impondo

Passamos a nos conhecer, sem as distâncias,  e em tempo, on line. Mas não abandonemos o livro...tenho sempre alguns à mão, no momento, o REPENSAR A RESSURREIÇÃO, de André Torres Queiruga, além de minha leitura habitual do grego koiné, no Novo Testamento, agora em 1Cor., ajundando a compreender melhor a etimologia de muitas passagens, até modificando significados

.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O que vem depois



O que vem depois 

não serão orações. 

Orações são agora.


A conta não fecha. 

Há um débito permante, 

impagável...


Não sei o tanto 

que me preparei, 

e neste caso talvez,

tenha ficado 

em meio do caminho.


Misturei tantas ações no mundo, 

impregnei-me das cascas 


das duras raízes, 


impossível sair incólume. 


Ser um eremita? 


Quem sabe...


O rompimento é ácido e doloroso.


Faço um diálogo metafórico, 

alimentando na realidade 

dos símbolos disponíveis.


Retiro de todos os ambientes 

que se apresentam 

a explicação de minhas dúvidas. 


Complexo demais 

para a lógica de nosso tempo


As conclusões 

não confesso a ninguém, 

seria considerado louco varrido.


O que vem depois 

tem múltipla linguagem, 

e nesta, estou como um aprendiz

ÀS VEZES

 


Às vezes dá vontade de chutar tudo pr'a cima, e seja o que Deus quiser. 

Às vezes o olhos aguçam olhares e veem além, as imensas prisões que vão se apegando, aos poucos, sem que percebamos, ou mesmo com nosso consentimento...aceitamos abrir mão de nossos destinos, cedemos e cedemos.

Às vezes vem uma revolta sem inimigo definido, revolta de tudo...ah se encontro uma insurreição por aí.. 

Porque estou muito ajuizado, cheio de palavras certas, como um doutor nisso ou naquilo, fosse o dono da verdade...

Por isso, ainda sou um revolucionário que reconhece a "legitimidade" deste acontecimento,  mesmo com a idade me assombrando...

Ah que vontade de jogar tudo pr'a cima, e derrubar.. às vezes.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

RELAÇÕES

  


Relações, 

delas tiro lições, 

caminhos a seguir, 

desviar, 

parar...


Extraio 

extratos 

combinados:

cuidados,  

interações, 

intervalos, 

suspensões...


Uniforme conclusão, 

em meio a teia, 

somatória disforme 

em permanente construção.


Mantenho uma formação louca, 

de regras 

obrigatórias, 

impostas, 

à livres digressões, 

aleatórias. 


São retalhos 

velhos e novos, 

de tempos, 

hábitos, 

normas...

rasgados, 

costurados, 

firmes, 

separados, 

nas ondas da ilusão

As eleições no Brasil de 2026 e a conjuntura Mundial

 Ontem, 16 de agosto de 2026 começou oficialmente no Brasil a campanha eleitoral, para presidente, 2/3, governadores, senadores, deputados f...