Vou morder tua boca
a qualquer hora,
segurar as palavras
nas línguas mortas.
Abracar
tuas costas
nuas,
órfãs,
pagãs.
Afagar suas coxas
onde sou parido
sem razão
sem sentido.
Vou deitar-me
em afã de silêncio
o desencontro
dos horários.
Vou confessar-me
viciado psicótico
naturalizado,
nem aqui
nem lá