O Brasil está passando, neste momento, por uma experiência nova, um conflito religioso que se arrasta no subsolo há décadas, e está se tornando mais explicito nestas eleições.
Trata-se de um conflito de cunho religioso que confronta visões diferentes de se interpretar a fé no cristianismo, com repercussões de cunho violento na política, e sobre todas as formas de religiosidade existentes no país.
O Brasil tem uma tradição católica que convive com a ocupação do território desde 1500.
A Igreja sempre foi submissa ao Estado até a República, fato desconhecido de muitos, quando, finalmente, pôde escolher bispos por conta própria.
Esta tradição existe até os dias atuais.
De outra parte, assistimos, entre outras formas de espiritualidade, o surgimento de igrejas que se autodenominaram evangélicas, com características pentecostais.
Vindas principalmente dos EUA, foram chegando e se espalhando pelo nosso país a fora, bastava uma garagem e formava-se uma igreja.
Trouxeram como novidade em suas doutrinas, considerar os EUA como a nação modelo, que representa melhor o cristianismo no mundo.
Trataram a fé em Deus como algo puramente individual, desconsiderando completamente o ser humano como um ser social. Importa viver com seus problemas pessoais.
Assim, iniciou-se a criação dos chamados evangélicos, de ovelhas para gado, a submissão completa, a ausência da consciência com a fé.
Tendem a seguir cegamente seus pastores.
Não foram formados na liberdade cristã, que discerne, analisa e exerce seu senso crítico.
Jesus ao chamar Herodes de raposa, exercia bem este senso crítico, sabia quem era Herodes.
Bem, por aqui em nosso país, estas correntes, que se autodenominam evangélicas, acabaram por casar-se com o que havia de pior, o ressurgimento do fascismo, que tantas mortes causou no mundo, durante a segunda guerra mundial
Este neo fascismo traz a idolatria de suas lideranças, provocando uma fusão que, a dado momento as figuras de Jesus Cristo e a destes líderes se confundem.
Para chegar a este ponto, era preciso fazer os fiéis perderem por completo seu discernimento, daí a necessidade do fanatismo.
Tudo o que atrapalha estas correntes religiosas, é jogado aos leões do fanatismo.
O que é novo na História do Brasil é a projeção que este conflito está alcançando.
Estamos começando a ver o surgimento de um conflito religioso explicito, onde suas diferenças estão sendo acompanhadas de ódio e violência.
A depredação de imagens de Santos e de Nossa Senhora aumentou consideravelmente com este neopentecostalismo fanático de características fascistas.
Bispos da Igreja Catolica perseguidos, altares e imagens depredados
É preciso dar um basta a isto, e lembrarmos a todos e todas quais são verdadeiramente os valores cristãos, do amor fraterno, da graca, e do serviço a quem mais precisa.
O Brasil não merece ódio, nem fascistas, mas amor e paz.