terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Vem aí meu oitavo livro de poemas: DOR OCULTA

Estamos num tempo em que o diálogo se transforma em uma exigência, para vencer a solidão do ódio.

 Vivemos um vale tudo pelo poder, notadamente na divulgação de mentiras e acusações, muitas vezes  infundadas, para se atingir o poder. 

Neste terreno a poesia reflete a verdade, e mostra o interior o ser, suas angústias diante do volume das manipulações midiáticas e das redes. 

Por isso sofre permanentemente...

È preciso voltar a exaltar o amor, a esperança na vida, a paz .

DOR OCULTA é uma obra que expressa o interior do ser humano diante da ferocidade autoritária.

Chora e revolta-se, medita caminhos e escreve.

Está presente no coração do homem e da mulher. 

Clama por um mundo justo e partilhado, na riqueza ou na pobreza, na saúde ou na doença.

DOR OCULTA é o casamento da humanidade, e precisa de você.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

MORADAS

  


Os aposentos 

onde  guardo 

meu passado, 

de nem todos 

tenho mais a chave.


Neles deixei tesouros...

permanecem intocados, 

sem acesso

deste mundo.


Representam o contrário 

do que sou, 

o livre prisioneiro 

em auto exílio 

de mim.


Aposentos 

aposentados

vívidos

embalsamados

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Viagens de Lula à Índia e Coreia

 Lula está busca de ampliar e diversificar as relações do mercado brasileiro, tendo em vista a instabilidade do vomercio mundial, mormente quando um louco fascista está no controle sa maior economia do mundo.

As elites brasileiras aceitaram as tentativas de queimar o peão, e ainda que estejam se beneficiando sob o governo Lula, vão aderindo ao coro bols%^#@*sta.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

ÉS TUDO

 


Peço que fiques 

mais um pouco 

por aqui.


Sinto-me só, 

e tua presença 

ajuda muito.


Preciso apenas 

que estejas junto...

quem sabe 

nem necessite 

fazer nada. 


Mais o apoio 

que presença, 

mais compreensão 

que críticas.


Tua presença me é cara, 

diante das incertezas 

que me invadem,

aliviam.


Serás capaz 

de esquecer-se 

um pouco de ti

para estar comigo?


Todos estão 

tão  voltados 

a si mesmos...

de repente 

sinto-me só.


Se estiver lendo, 

sentirei tua proximidade..  


Caso algo 

tenha te tocado, 

e compartilhar comigo, 

será para mim a glória.


Apenas leia; 

depois diga 

o que achou.


Não gosto 

de prateleiras, 

estar apertado 

entre livros, 

aguardando 

ser retirado 

por alguém 

num quando 

indefinido


Fique mais 

um pouco 

abra uma página, 

veja se algo 

faz sentido 

para voce, 

agrega.


Sinto-me só 

fique um pouco 

mais comigo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

OLHAR

 


Até onde vão meus olhos, 

o que procuram?


Amaram em demasia os horizontes..


Apaixonaram-se pelo mar..


Escalaram montanhas...


Um dia descobriram 

uma bela gazela 

a passear pelos campos, 

tornaram-se prisioneiros.


Não eram os horizontes...


Não era o mar...


Não eram as montanhas...


Tudo parou 

para reverenciar 

sua ingenuidade, 

a leveza de seus passos, 

o seu livre caminhar.


Meus olhos aprenderam 

a ser cegos, 

não se importar 

com mais nada


Apenas seguiram-te estrada à fora...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

QUARESMA

Tempo de 

reservar-se

encontrar-se

desafiar-se.

Tempo de 

jejum, 

oração 

esmola.

Tempo de

rever-se, 

descobrir-se, 

Tempo de 

calar-se,

ouvir...



A SÓS...

 Estou só, 

literalmente só...


Aprendi a conhecer 

o duplo eu 

que se entrelaça 

em mim


Não pensamos igual, 

muitas vezes diferente,

nem sempre 

manifestam-se

ao mesmo tempo.


Contemporâneos de convívio, 

divergem das rotas,

discutem muito 

no caminho,

ao final dos dias.


Um intervém 

tardiamente, 

corrigindo...

o outro, 

é mais apressado, 

soluções 

rápídas.


Não sei qual enzima 

coloca junto

tamanha diferença.


Completamo-nos?


Convido amigos 

para vir em casa

visitar- nos, 

e vou logo 

pedindo licença  

pela forma 

como me manifesto, 

porque, 

ora agrado um, 

ora o outro,

e ora me desagrado 

como um todo, 

porque há um terceiro, 

um quarto, 

sei lá quantos...


Sou social


Meu monólogo 

está mais para um diálogo, 

multidões que me habitam


Vem aí meu oitavo livro de poemas: DOR OCULTA

Estamos num tempo em que o diálogo se transforma em uma exigência, para vencer a solidão do ódio.  Vivemos um vale tudo pelo poder, notadame...