sexta-feira, 20 de março de 2026

AS MÃES QUE CHORAM...

 Neste momento, quantas mães não choram por seus filhos, diante da fome, da doença, e das guerras...

Choro junto a cada uma delas...

Minhas noites nunca terminam...

Lembro-me de Jesus dizendo que "o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça". 

Entendo o que Ele quis dizer.

Vêem à mente nomes e nomes que necessitam de oração. 

Mal termino uma, e surge outro nome... assim passo as noites...

Por fim, escrevo poemas...

O MAL PASSARÁ...

 Contra toda esta tendência de violência e morte, quero deixar uma mensagem de esperança num mundo melhor.

É possível alcançarmos a paz verdadeira no planeta. Sabemos quem é falso e mentiroso e quem tem coração puro. 

Então não temamos, porque os maus também acabam sendo enredados por sua própria maldade. 

Serão varridos pela justiça,  eles, com os que os bajularam e fizeram falsas orações. 

Andam muito agitados, como se tudo pudessem, mas é passageiro.

O Deus da verdade e da justiça completa não falha, e assistiremos seu fim, para que um mundo novo ressurja entre nós. 

Caminhemos confiantes, então,  sem temor algum.

quinta-feira, 19 de março de 2026

INCAPAZ

 


Amabilidades fora, 

e encontramos 

a fera que somos.


Sorrisos falsos, 

elogios esguios, 

na essencia aloja-se

a maledicência, 

e a realidade 

nua e crua 

aflora.


Cara e coroa somos, 

tapas e beijos 

pelo caminho, 

ser bom

serve de anteparo, 

para falar mal do vizinho.


Passo os dias 

meditando o ser humano, 

sua contradição voraz 7

pêndulo entre 

declarações de amores 

e excedidos rancores, 

ambiguidade incapaz

quarta-feira, 18 de março de 2026

EU DE TI

 


Ah, meu bem, 

teu despertar 

permanente, 

consequente, 

me apruma 

na tua serena luz .


Ah.. que me deito 

em tua guarita...


O mundo nos persegue,

quem nos deixou 

livres para amar?


Sou teu vigia, 

a postos, 

pela madrugada, 

examinando 

teus percursos noturnos, 

quando o etéreo 

se faz presente, 

envolve-se na realidade.


Observo teus gemidos solitários, 

terias voltado à infância 

se perdido de teus pais?.


Venha criança, 

encoste-se em mim...

que eu seja, 

neste escuro, 

o baluarte 

onde te proteges do mundo.


Tuas montanhas 

tem montarias aladas...

descem noite afora 

para a desforra.

IMPLÍCITO

  


As expressões falam 

mais que as palavras, 

impossível escondê-las 

em livros.


Pesquiso no silêncio das faces 

suas curiosidades indescritíveis, 

arqueologia dos olhares, 

respondem mais 

que grandes tratados.


Posso ver nestes 

o cansaço 

da condição humana, 

sujeita ao vulgar, 

esquecida dos mistérios, 

tão claros.


Volto com duas versões 

meus caminhos por aí,  

pondero mais, 

ao final, 

o que vejo.


Assim, 

vou refreando as vozes, 

de seus desvarios incontroláveis, 

sobrepostos, 

no contorno dos olhares, 

sua concordâncias, 

afabilidades.

DESPOJAMENTO

 .


Tenho tudo preparado,  

mas falta o essencial.


Entre o que tenho 

e o que sou, 

há  um espaço 

aguardando definições...


O caminho esconde 

um encontro consigo mesmo, 

não declarado, 

sujeito a permanentes modificações,  continuidades e rupturas


Não há como 

guardar-me de mim, 

os bens vaporizam 

nos primeiros contatos, 

o ser se revela o que é...


O que me faz humano 

despoja-me de tudo

terça-feira, 17 de março de 2026

IDAS E VINDAS

 


Estou de volta...


Às vezes viajo longe, 

por dias...

de repente 

estou distante.


Perco-me até. 


Olho em volta, 

percebo 

que estou 

em território estranho.


São leituras, 

outras vezes sonhos, 

resistências,  

ações adversas, 

partidas sutis


Estou sempre, 

de alguma forma, 

viajando em mim, 

sem saber 

se sou eu 

que saio 

ou é  o mundo 

que sai de mim.


Seja como for fui 

e estou distante, 

grande é o esforço 

por voltar, 

e encontrar 

tudo no lugar,

eu deslocado de mim.

AS MÃES QUE CHORAM...

 Neste momento, quantas mães não choram por seus filhos, diante da fome, da doença, e das guerras... Choro junto a cada uma delas... Minhas ...