O sono não vem...
Está na ante sala
de minha história.
Aguarda esclarecimentos
postumos,
como licão.
Os personagens...
estão todos ali,
perfilados,
lembrando-me
das inúmeras passagens
as crescentes maturidades.
Nunca me senti terminado
em alguma coisa,
foi uma somatória,
um rebento rebelde,
brotado nas esteiras
das estruturas de poder.
A estranha convivência
com as mais diversas
circunstâncias,
suas misérias
suas profundidades,
acrescentaram valor
à minha pré consciência,
tão dispersa,
convivida
entre o clássico e o mundano,
mansões e periferias.
Meu coração pulsou revolta...
Porquê não durmo...
Ah que tudo isso
ainda me assusta
por ser tão real,
apesar do tempo
ter moldado.
Sono que nao vem...