Vou deixar a escolha,
a porta aberta,
o desconhecido.
Vou deixar a irriquieta
busca de si,
nos grandes vazios
nunca preenchidos.
O olhar e o desviar,
o amar e o evitar,
o odiar e o compadecer
Dolorosa forma
de se orientar por aí,
escolhendo e descartando
pelos tempos afora.
Híbrido desorientado,
finjo uma amarela
estabilidade recatada...
Miserável de mim,
desta sorte
em não saber seguir,
se segue...
Ainda que me creia,
sempre me perco...