Não sou eu,
nem sei quem sou,
sei que é vida percorrida,
nela você.
Faça-me
então
em ti,
para que
me saiba,
percorra
em ti,
me torne
este nós,
este nó...
Descubra-me em ti,
perca-te em mim,
caminho entremeado,
um dois
um um,
dois dois
o cotidiano contado e meditado
Não sou eu,
nem sei quem sou,
sei que é vida percorrida,
nela você.
Faça-me
então
em ti,
para que
me saiba,
percorra
em ti,
me torne
este nós,
este nó...
Descubra-me em ti,
perca-te em mim,
caminho entremeado,
um dois
um um,
dois dois
Preciso um pouco de mansidão,
de seu acolhimento...
Preciso que abras a guarda,
me guarde,
por algum tempo.
Ando sofrendo
perseguições incontáveis,
por dizer o que sinto,
o que brota de dentro de mim,
de meu coração.
Há ainda espaço para ser simples e natural?
Não tenho outra forma definida..
Sou o que sou.
Não dou explicações,
digo o que vem,
como vem.
Não me perco
em desculpas
em escolhas
de palavras...
Meu regato é manso,
não fere...
A noite descobre
os frágeis cristais
entranhados.
Ri das molduras expostas
no pavilhão das posturas.
Traz olhares agudos...
Um estranho passeia no silêncio,
esquivando-se.
Nada pergunta,
nada questiona...
quer passar
incólume.
Vive nas furtivas manhãs,
quando todos se esquecem.
Revelação esguia e rápida.
Faz troça
das grandes construções,
falsas engenharias.
Segue como se não existisse
211 casos confirmados, maior parte na cidade do Rio
A mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) é uma doença viral e zoonótica (transmitida de animais para humanos e entre humanos) causada pelo mpox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. [1, 2]
Quantas histórias passam sem que saibamos.
Por vezes sinto falta delas, que desconheço.
Nem que quisesse abarcaria toda alegria e sofrimentos que contém.
Quanto de mim passa por fora de tudo, perde a dimensão, desconhece.
O tempo corre contra, avoluma-se o mal.
Então sonhamos, transcendemos...
Reunimos a coragem e a consciência para caminharmos na direção certa, e destilamos as experiências...
Quantos de mim se perdem,
e tenho que buscar-me de volta.
Quantas correções me faço,
como a um estrangeiro,
quando me desfaço?
Quantas
despedidas
latentes,
semeio,
não crescem,
não colhem
soltas em mim?
Vã vontade,
sórdida razão,
porque então
não deixar vazar
o ribeirão(?)
rompe barreiras
como um fim...
Alguém viu por aí
o poema que escrevi?
Deixou-me
fora de hora,
perdi-o,
esqueci...
Alguém sabe
o que não sei
fazer de mim,
deslocar-me
nem achado
nem perdido?
Alguém viu,
que não vi...
que escrevi,
bem sei
que escrevi!
Então,
por onde anda,
que não acho,
e ninguém sabe
também.
Fui com o poema
e não encontro...
Não sou eu, nem sei quem sou, sei que é vida percorrida, nela você. Faça-me então em ti, ...