Tenho uma ausência
que me persegue...
Não diz
nada de si,
nada observa,
não opina.
Vem despistando
como se não
existisse,
e consinto.
Alimenta-se
das concessões...
incute a idéia
de fraqueza,
vulnerável
Passa o tempo
esperando o momento,
até que envelhecemos,
e já é tarde
para fazermos
o principal,
a humanidade
Está aí,
à espreita,
com interrogações
vazias...
Tenho a sensação
de que ela
está ganhando
a batalha,
não questiono mais,
tudo aceito
naturalmente.
Ausência estranha
de sabor,
de vida,
inodora e fria
que é..