A cama está a espera...
reluto.
Uma ânsia indefinida
mantém os olhos abertos.
Um examinar tudo
permeia o silêncio.
Todos dormem...
também suas aflições
adormecem.
A cama ainda está a espera...
Deitar as interrogações?
(Perguntas sonâmbulas
e um corpo cansado
pelo tempo).
Desejaria ser água,
líquido,
quem sabe pedra,
ou nuvem,
estar integrado
ao conjunto da obra,
não ser nada...
não sei.
Continua a espera
não encontro explicações...
Passam os dias
Vêm as noites...
Não passa,
nunca passa...