Estou a beira de ser feliz,
a beira de chorar,
respirar vida.
Estou na confluência de mim,
onde tudo se mistura,
dá o tom.
Porque fico neste
sempre possível
impossível,
perdido sonhador.
Sigo com olhos de sonhos,
mãos de desejos,
pés de atronautas,
voz de profetas...
De cima da montanhas
trago o mandamento
do silêncio
indiferente às diferenças,
trago o pecado particular,
que se silencia,
mal balbucia,
exemplo de nada...
Na beirada
da felicidade
aprecio,
aprecio...