Lendo um artigo de Betty Vidigal sobre uma ré, professora idosa, acusada de pequeno furto, Margaret Ellsworth, de 92 anos, professora de inglês aposentada, acusada de um pequeno furto, interrompeu seu julgamento quatro vezes, para corrigir a gramática da promotora. Levantava a mão toda vez que a promotora cometia um erro, e aguardava pacientemente ser notada, antes de fazer a correção. A primeira interrupção foi para explicar a diferença entre who e whom. Depois corrigiu um erro de concordância. A terceira correção abordou o uso de "less" em vez de "fewer". A quarta interrupção tratou de um "split infinitive". Ela disse à juiza que "não poderia, em sã consciência, deixar isso passar sem correção".
Os espectadores no tribunal acharam as correções cada vez mais engraçadas, com a promotora demonstrando maior cuidado a cada frase.
A juíza Miriam Castellano, que atua desde 2004, disse que "Em mais de vinte e cinco anos neste tribunal, já tive objeções quanto às provas, nunca quanto à sintaxe".
O júri considerou a professora inocente. corrigindo erros no uso correto da lingua, de um representante do Estado, na acusação, comentei...
Estes tempos, algo semelhante aconteceu-me...
Quando é verão, e o calor já vem cedo, levanto-me e vou até a igreja para a missa das 07H00.
Ali há um sistema de rodizio entre os sacerdotes para as celebrações daquele horário.
Um jovem frei tem sido mais "sacrificado"(desculpe o sarcasmo) a realizar as celebrações.
Não comentarei sobre as suas homilias, tenho consciência aguda, e isto, por vezes, prejudica minha entronização e espiritualidade.
Numa celebração, nós católicos sabemos como é a movimentação, ora ajoelhando, ora sentando ou levantando durante a missa.
Bem, a questão está exatamente aí, no emprego errado dos verbos para os fiéis se movimentarem.
Assisti a repetição destes erros em várias missas, até decidir por esperar o frei sair da sacristia um dia e conversar com ele.
Pensei nas formas de tocar no assunto, sem ferir suscetibilidades, e assim fiz.
Expliquei-lhe as formas corretas alternativas do emprego dos verbos, nos vários momentos, e dos problemas para a transmissão das mensagens, que surgem , a depender do tipo de público presente. Ele ouviu-me, meio surpreso de minha ousadia, e por fim, agradeceu.
Posteriormente percebi que ele continuava
Incidindo no mesmo erro, não em todas as situações, o que de alguma forma, me pareceu ele ter assimilado.
Já não era um problema meu, mas de estudo do emprego correto dos verbos, dissera o que achava.
Sei que o assunto deve ter circulado entre eles, sacerdotes, porque um já nem fala para os fiéis se movimentarem nas celebrações, mesmo porque todos já sabem o que fazer, e o mais idoso, nem se preocupou, senhor de si...