PÓ DAS ESTRADAS
o cotidiano contado e meditado
sábado, 23 de maio de 2026
NEM POR ISSO DEIXEI DE SER...
SENSAÇÃO ESTRANHA
Ando com a sensação
de estar perdendo o jogo.
Diariamente vejo o noticiário
com a esperança
de que as guerras
já estão no fim,
que os adversários
estão conversando,
tratando suas diferenças
com respeito mútuo,
que a fome
está sendo erradicada,
os que tem,
partilhando
com os que não tem,
e um ambiente de paz
tomando conta do ambiente.
Sensação de ausência,
de estar faltando algo,
um vazio crescente...
Passam os dias...
xingam,
matam...
a ferocidade não tem limites.
Perderam
conscientemente
a razão,
por interesses
econômicos,
materiais,
desumanidade,
sei lá...
Nas ruas vejo jovens
sem perspectivas,
desperdiçando o tempo
em coisas fúteis,
que nada acrescentam.
As pessoas seguem
seus mesmos trajetos de sempre,
vão e voltam.
Acostumaram-se
com o mesmo de sempre,
seus proprios destinos
sem desafios.
Tempo de resignação,
e essa sensação
que incomoda tanto,
de estar perdendo o jogo...
quinta-feira, 21 de maio de 2026
CHEIO DE MIM VAZIO DE MIM
Enchi um pote
com poemas
fermentados
nas dores.
Quem bebe
sofre de amores
paridos nas esquinas
onde as dúvidas
penduram saias
manchadas de sangue...
Gritei
o coito
atrasado,
balbuciando
palavras
proibidas,
inibidas
nos versos,
depois,
dormi
satisfeito
quarta-feira, 20 de maio de 2026
FORTUITOS
segunda-feira, 11 de maio de 2026
LOGO APAGA...
Se negam tudo tanto,
deixem-me ser,
ao menos, poeta,
e já basta.
Fiquem com o mundo!
Explorem o povo
até a exaustão!
guerrreiem!
matem!
Que sobre
apenas a poesia
para mim,
este é o meu pão.
Meu coração
é manso,
busca um pasto
em algum campo
esquecido por aí,
para passar o seu dia,
não comporta
violência,
ódio,
morte.
Atenção!
Não digam a ninguém
onde estou,
finjam
que não me conhecem.
Se quiserem encontrar-me,
às altas horas da noite,
ainda verão uma estrelinha,
fraquinha...,
na borda
do monte dos desejos.
Este sou eu...
Como vêem,
não é preciso
dar atenção,
logo apaga...
TEMPO AO TEMPO
Há um condimento somatizado...
experiências em que
uma consciência fortuita
tece valores escondidos.
Alcançam posições serenas
de um arcabouço diário,
processo permanente
de lições tiradas
ao longo do tempo.
Ficam disponíveis
para as novas ocasiões,
onde intervém
em doações
mais acuradas.
Assim interajo
evolutivamente,
volúpias despedidas
que cercam a vida.
Olhando quem sou,
vejo outro alguém
que me forma
sábado, 9 de maio de 2026
DESLOCADO
Sou o incômodo,
o fora de hora,
o deslocado,
o que põe a verdade nua
na cara,
descaradamente.
Sofro o isolamento
dos que se escondem
em justificativas,
injustamente...
Caminho só pelo mundo,
mudo e discriminado..
NEM POR ISSO DEIXEI DE SER...
Estar acostumado com o aperto, sinal vermelho dos bolsos, esperas colossais. Cigarras entre chuvas e Sol, algazarras de crianças, nós em g...
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