domingo, 15 de março de 2026

ENDIVIDADO NO AMOR

 


Estou me escapando,  

endividado no amor.


Dívidas do passado 

muito elevadas, 

difíceis de pagar.


Evito deixar o endereço, 

seria logo encontrado,  

não tenho 

como saldar.


Por não ter 

como refazer, 

corro rápido 

no conserto 

do presente, 

amo profundamente 

o que não fiz

antigamente.


Sou um viajante do tempo, 

com os credores 

cobrando  horrores,  

eu tão fraco e inocente. 


Por ora beije-me, 

abrace-me um pouco,

quem sabe 

neste afago apago 

este passado louco, 

eu tão descrente

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