Estou me escapando,
endividado no amor.
Dívidas do passado
muito elevadas,
difíceis de pagar.
Evito deixar o endereço,
seria logo encontrado,
não tenho
como saldar.
Por não ter
como refazer,
corro rápido
no conserto
do presente,
amo profundamente
o que não fiz
antigamente.
Sou um viajante do tempo,
com os credores
cobrando horrores,
eu tão fraco e inocente.
Por ora beije-me,
abrace-me um pouco,
quem sabe
neste afago apago
este passado louco,
eu tão descrente
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