quinta-feira, 5 de março de 2026

DEBRUÇAR NOTURNO



Vou debruçar 

minha verdade 

no silêncio noturno, 

quando todos dormem...


Esperanças aguardam,

estenuadas,  

o alvorecer longínquo.


Abro portas, 

não encontro 

o que procuro.


Fecho as portas, 

novamente

e tranco.


Deixo descansar, 

inerte, 

os aposentos 

mais um tempo.


Tenho a sensação 

de ser observado 

nos detalhes, 

em meio 

às grandes estruturas, 

pesam


Será assim 

o sentido de tudo?


Um abrir, ajeitar coisas, e fechar?


Detalhes diante das estruturas?

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