terça-feira, 28 de julho de 2020
SEREIAS SUBMERSAS
Tenho o descompasso
de amar
desenfreadamente
em embutir
desajeitado
a lei no amor.
Os cabelos brancos
celebram
esta permanência,
o belo chama,
chama eterna
a confundir
estruturas.
Canto as sereias
submersas
as despedidas
sempre presentes,
persistentes.
Traço trajetos
alternativos,
terras
por desbravar,
caminhos adormecidos
esquecidos.
Segue
um descaso
mudo
não muda
nem fala,
fita
o poente,
sem gente
João Paulo Naves Fernandes.
28/07/2020
09H54
segunda-feira, 27 de julho de 2020
E AÍ AMIGO?
E aí amigo,
como vão os anos?
quantos planos?
desencontros?
Poderosos no poder
explorando.
É amigo
e a vida continua
Sua coragem
precisa
voltar
a arriscar-se
porque
a vida exige
posição.
Não é só de
abstrações
e paz distraída
que vivemos
Nossa amizade
é forte
tem preço
Hoje
estão
roubando
na cara dura
os teus direitos
Hoje não estão
nem aí
por ti
por nós
hoje
fazem
e desfazem
João Paulo Naves Fernandes.
27/07/2020
21H56
sexta-feira, 24 de julho de 2020
terça-feira, 21 de julho de 2020
segunda-feira, 20 de julho de 2020
Quanto ensinamento
Ah se não fossem as crianças
como poderíamos
lembrar-nos
da pureza
d´alma.
Se não tivessem as mães
como perceberíamos
o amor
incondicional?
E os amantes
nos trazem
paradoxalmente
a compreensão
de um
Deus
infinito.
Ah...os idealistas
nos lembrando
que o caminho
é outro,
de rompimento
e entrega.
E este amor
que dorme
ao lado
como pode
ser tão forte.
Sou alguém
que passa
olhando
e se acha
tão pequeno
e só tem
o coração
para mostrar.
João Paulo Naves Fernandes.
20/07/2020
23H55
Olhando por cima
Sou
a geração
que se despede
vendo
o legado
perder-se.
Lutou
conquistou
e viu
tudo
ruir.
Geração
de luta,
enfrentou
acreditando
num mundo
justo
melhor.
Sou da geração
que abriu mão
de si mesmo
e foi à luta
foi torturada
e morta.
Geração
dos sonhos
dos gritos
nas praças
Hoje
assiste
a fera
rugir
em torno.
Esta geração
morrerá
em pé
fitando
o horizonte
sabedora
do Sol.
Vida é tudo
o que há.
João Paulo Naves Fernandes
20/07/2020
23H47
domingo, 19 de julho de 2020
QUER SABER ?
Não faço
questão
de nada...
Não falo
mais nada
muito
menos
ouço
alguma
coisa.
Tenho
perguntas
mas não
serão
fundamentais.
Dúvidas?
Diversas...
Deixe-as
ai onde
estão
e como
estão.
Manterão
ocupados
os meus
dias.
Minha
curiosidade
descansa
na Lua Nova.
A raiva
serpenteia
mas nao excita.
A paciência
espicha-se
na espreguiçadeira
do tempo
dA maturidade.
Estou refém
das escolhas
colhidas
dos vizinhos.
Um pranto
irrompe
solene,
da impotência
nos destinos.
São lágrimas
que afloram
dos atalhos,
e inúmeros
caminhos
não trilhados,
das muitas
flores
que ficaram
por colher,
se esvaem..
O olhar
se sustenta
numa sobriedade
vencida,
e busca
razões
que justifiquem
estar aqui
agora.
A paz
transcende;
de fato
nunca
existiu.
Prostro-me
diante
da realidade
como
quem recebe
esporões
pelo dorso,
e sigo
atento
e fugidio.
João Paulo Naves Fernandes
19/07/2020
13H50
quarta-feira, 8 de julho de 2020
Amor de espera
Tenho um amor de espera,
um amor que aguarda.
Não tem poder
para sair ao encontro.
Não tem forças
para trazer
a quem ama.
Vive,
como quem
pode alegrar-se
a qualquer momento,
como uma folhinha
que passeia
pelo vento
e logo cai.
Amor
incapaz
de amar
por si só.
Ama desconhecendo.
Em declarações
noturnas,
esforça
por abrir-se,
sem saber
como,
examinando-se
Amor
de silêncio
em permanente
novidade.
incognoscível
Aprendizado
de encontro
interior.
João Paulo Naves Fernandes.
terça-feira, 7 de julho de 2020
SOBRE O SENTIDO DAS COISAS
Não!
Hoje não terei palavras...
não soam
estão mortas.
Antes delas
há uma reflexão
angustiante
decidindo
se sai
se fica...
ponderam
os ouvidos
os olhos
e estancam
Existem
palavras perdidas
rondando séculos,
distraídas.
Palavras verdadeiras
criando deuses
Palavras ríspidas
gerando amor.
Não sei
nada tem sentido
Entreguei-me
ao prazer
solução
inconciliável;
ao estudo
busca eterna
nos labirintos
do saber;
à política
solução
perigosa
cheia de divisões
soberbas,
insensibilidades
inerentes
junto
aos prados
da justiça
da paz.
Não!
não terei palavras.
Receio perder-me nelas
tão voláteis
esvoaçantes.
Melhor calar-me
ou gritar,
o que for melhor
ao momento
à sobrevivência
ao manter-me
onde estou.
Ah...
não sei
deixa pra lá.
PORQUÊS
Porque esvoaçam os brilhos que descansam no olhos? Os ninhos que se ocultam na boca, chocam verdades? Não eclodem? As sombras disfarçadas pe...
-
O caso da advogada Mércia Nakashima está bastante esclarecido, mas onde está o truculento Mizael Bispo, ex namorado da Pobre Mércia. Estar...
-
julho 23, 2024 A verdade dói, quisera não dizê-la. Calar-me? Não posso, a maioria não suporta. A verdade exclui seus defensores, mata-...
-
Sou pequeno... tenho apenas duas mãos... mal comportam meu sofrimento. Diante do mundo, o que penso é um grande nada enigma disfarçado...