Posso oferecer-me a ti,
como sou,
quem sabe
seja aceito,
quem sabe
rejeitado.
Até onde podemos ir
me é desconhecido,
mas saiba,
pouco tem a ver
com este mundo.
Estou a experimentar
a liberdade
com o espaço
que ela possa dar,
todas as possibilidades
estão abertas.
Estou a perguntar-me
constantemente,
sobre tudo,
sem freios,
nem arreios.
Ando
como quem convida
a fazer festa,
comemorar,
inconscientemente,
a vida.
Por isso sorrio e choro,
grito e calo-me
no decorrer do dia...
corro se necessário,
e paro, se preciso...
sigo o vento.
Hoje,
uma mansidão
toma conta de mim,
como herança não paga.
Hoje me pergunto:
E nós, e os outros?
Sinto a velha carência de desejar
que todos consigam festejar
juntos o seu tempo.