sexta-feira, 26 de junho de 2026

VÉSPERA INESPERADA

 


Difícil segurar 

este momento, 

em que tiros 

misturam-se 

a cânticos 

inocentes.


Declamar 

em goles secos 

a esperança, 

e chorar  

doces tragédias...

nunca se despedem.


Diferentes ingredientes, 

não se combinam, 

suportam o mesmo espaco.


Tremo e danço, 

rio o pranto, 

cruel encanto 

pós contemporâneo.


Vou com um corte 

dividindo o peito, 

dor jorrando 

pétalas murchas.


Vou para não sei onde, 

o caminho está 

por ser aberto, 

não sei qual.

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