domingo, 28 de junho de 2026

FENDA INDEFINIDA

 


Há ocasiões...

na dobra 

entre o dia e a noite, 

conflito entre 

a exterioridade e a reflexão, 

quando o silêncio grita alto...

emerge lentamente 

algo distante 

de tempos ancestrais 

tristeza  indefinida, 

amálgama de expectativas 

acumuladas, 

dando seu sinal de vida, 

nebulosa visita 

sutil e extemporânea, 

adentrando as periferias da razão 


Não tenho onde esconder-me, 

por mais que busque refúgios...

o trivial só piora.


É como se houvesse 

um desenlace invertido 

do que não fui, 

nem atingi, 

soberba dor 

que quem 

não acalmou 

sonhos.


Tarde híbrida, 

masculina e feminina

invasão sobreposta 

de momentos, 

no abandono de mim, 

fraquezas 

apropriando-se

da lógica...


Passagem 

momentânea 

desta serena 

e surda luta 

que me cerca,

e sigo meio a meio, 

sem soluções 

até tudo acalmar-se...

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