Há ocasiões...
na dobra
entre o dia e a noite,
conflito entre
a exterioridade e a reflexão,
quando o silêncio grita alto...
emerge lentamente
algo distante
de tempos ancestrais
tristeza indefinida,
amálgama de expectativas
acumuladas,
dando seu sinal de vida,
nebulosa visita
sutil e extemporânea,
adentrando as periferias da razão
Não tenho onde esconder-me,
por mais que busque refúgios...
o trivial só piora.
É como se houvesse
um desenlace invertido
do que não fui,
nem atingi,
soberba dor
que quem
não acalmou
sonhos.
Tarde híbrida,
masculina e feminina
invasão sobreposta
de momentos,
no abandono de mim,
fraquezas
apropriando-se
da lógica...
Passagem
momentânea
desta serena
e surda luta
que me cerca,
e sigo meio a meio,
sem soluções
até tudo acalmar-se...
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