terça-feira, 2 de junho de 2026

ENQUANTO SIGO

 


Posso oferecer-me a ti, 

como sou, 

quem sabe 

seja aceito, 

quem sabe 

rejeitado.


Até onde podemos ir 

me é desconhecido, 

mas saiba, 

pouco tem a ver 

com este mundo.


Estou a experimentar 

a liberdade 

com o espaço 

que ela possa dar, 

todas as possibilidades 

estão abertas.


Estou a perguntar-me

constantemente, 

sobre tudo, 

sem freios, 

nem arreios.


Ando 

como quem convida 

a fazer festa, 

comemorar, 

inconscientemente, 

a vida.


Por isso sorrio e choro, 

grito e calo-me 

no decorrer do dia...

corro se necessário, 

e paro, se preciso...

sigo o vento.


Hoje, 

uma mansidão 

toma conta de mim, 

como herança não paga.


Hoje me pergunto:

E nós, e os outros?


Sinto a velha carência de desejar 

que todos consigam festejar 

juntos o seu tempo.

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