Não sei despedir-me,
algo retém a saída.
Não sei se nuvens
não convidam,
estão estáticas...
não sei se somos nós,
temerosos do mundo,
das descobertas..
Ando segurando
suas mãos
o quanto posso,
afago de permanência.
Temos algo a concluir
em suspenso,
ao nos despedirmos...
continuidade
por formar sentido.
São necessárias
novas buscas,
experiências,
que reguem
o jardim cultivado
em silêncio.
Despedidas matam!
São como
enterros antecipados
preparando os corações
a viagens distantes.
Há muito ainda
a se dizer,
a ouvir...
há muito de nós
represado na boca,
enquanto olha,
deseja estar junto
Despeço-me
com versos
do leitor,
como quem
não quer partir,
e deixa palavras
que ficam.
Volte logo!
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