Era noite e um grande pátio cobria toda a realidade, ligava cômodos de lares inexistentes e poderes ocultos, sem portas...quando via, já estava nos ambientes
Estava só, como um protetor incapaz, um libertador a ser tentado.
Toda sorte de oportunidades me era apresentado. Olhava aquela vastidão, vazia de gente, e me dava conta da solidão que me encontrava, junto a imensa responsabilidade coiocada.
Não haviam poderes presentes que pudessem determinar o que se podia ou não fazer...
Várias camas, encostadas lado a lado, davam a dimensão de um convite promiscuo que não acontecia... vulneráveis inconsistências.
A igreja fazia parte das sombras, não era vista, implícita...
Não amanhecia...
Tinha a responsabilidade de proteger ninfas virgens, e sofria, fraco, por responsabilidade tão elevada, hercúlea, vulnerável fauno, travestido de eunuco.
Tinha nas mãos a flauta dos convites perdidos no tempo...e uma mescla de carícias protetoras transgredindo.
Sentia-me a incapaz de mim, fortaleza sem defesas.
Segurava-me como podia...toda a formação e experiência eram testadas naquele instante.
Quem sabe estivesse preso... mas não, tinha toda a liberdade a meu dispor
Frades andavam, sós, sem ação, com suas batinas cinzas, escondendo os rostos, para lá e para cá, para lá e para cá...
Não se ouviam tiros, não haviam perseguições, apenas eu vulnerável, podendo tudo, e sofrendo pelo que é justo..
O sonho continuou em mim já desperto, com desejos contidos, sublimados, como se fizessem parte da realidade. Meu amor dorme ao lado, e o cão aos pés...
Conheci esta noite meu verdadeiro tamanho, minha imensa fragilidade.
Entendi porque buscar a Deus...