sábado, 1 de agosto de 2026

DESCOBERTO

 


Era noite e um grande pátio cobria toda a realidade, ligava  cômodos de lares inexistentes e poderes ocultos, sem portas...quando via, já estava nos ambientes

Estava só, como um protetor incapaz, um libertador a ser tentado. 

Toda sorte de oportunidades me era apresentado. Olhava aquela vastidão, vazia de gente, e me dava conta da solidão que me encontrava, junto a imensa responsabilidade coiocada. 

Não haviam poderes presentes que pudessem  determinar o que se podia ou não fazer...

Várias camas,  encostadas lado a lado, davam a dimensão de um convite promiscuo que não acontecia... vulneráveis inconsistências. 

A igreja fazia parte das sombras, não era vista, implícita...

Não amanhecia...

Tinha a responsabilidade de proteger ninfas virgens,  e sofria, fraco, por responsabilidade tão elevada, hercúlea, vulnerável fauno, travestido de eunuco.

Tinha nas mãos a flauta dos convites perdidos no tempo...e uma mescla de carícias protetoras transgredindo.

Sentia-me a incapaz de mim, fortaleza sem defesas.

Segurava-me como podia...toda a formação e experiência eram testadas naquele instante. 

Quem sabe estivesse preso... mas não,  tinha toda a liberdade a meu dispor

Frades andavam, sós, sem ação, com suas batinas cinzas, escondendo os rostos, para lá e para cá,  para lá e para cá...

Não se ouviam tiros, não haviam perseguições,  apenas eu vulnerável, podendo tudo, e sofrendo pelo que é justo..

O sonho continuou em mim já desperto,  com desejos contidos, sublimados, como se fizessem parte da realidade. Meu amor dorme ao lado, e o cão aos pés...

Conheci esta noite meu verdadeiro tamanho, minha imensa fragilidade.  

Entendi porque buscar a Deus...

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