Ai que eu pego meu caminho uma hora destas e deito a falar dos sonhos que estão aprisionados no Xeol, em ossos...
Ai que em algum momento há de se despertar diante desta imensa sonolência que se abateu sobre os quatro cantos do jardim da criação, não descansa de dormir...
Ai dos iletrados, que secam as vistas em sacrifício de suas farsas bem montadas, verdadeiros becos de cânticos impostados...
Ai do Sol e da Lua se não produzem mais o trabalho e o amor, como ficam os órfãos das matriarcas ao redor destes mantras fabricados.
Ai de mim, de ti, de nós, correndo de um lado ao outro, neste vasto não, porque não, não pode...
Ai das flores sem aromas, dos manjares mitológicos, desnudados, perseguindo ninfas esquecidas?
Há de raiar uma hora este espaço de letras fundidas à vida, tão desejados anseios, materializados...
Há de se conquistar as quentes veias que pulsam o ardor dos prazeres embebidos na verdade, ovelhas das montanhas íngremes...
Ponho tudo nas Palmas das mãos...está nítido...
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