Difícil definir-me...
mergulhado no presente...
muito do que sou
passa ausente.
Olho,
interajo,
opino,
vou seguindo
escritos e escrituras,
e também descobrindo.
Dor e sofrimento
carrego na aljava,
esquecidos...
esperança e ardor
coloco na boca,
calor...
o sentido das coisas
percebo pelos olhos,
abertos...
a solidariedade
entrego às mãos,
lapidação...
caminhos e descaminhos
entrego aos pés
sem arcos,
cansados...
A ciência,
intrometida,
é um tato
sempre por descobrir
acertar.e errar,
errar e acertar
Descubro amigos,
encobertos inimigos,
aparecem,
desaparecem
Procuro não ser só
estar no mundo
consciente,
resguardando sempre
a liberdade de cada um,
coisa de demente
Tão mergulhado
no presente,
faço do caminho
pressentimentos,
nada às claras,
olho a direção
dos ventos
a segurança
das águas rasas...
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