Procurei-me por aí,
pela noite,
chovia muito,
todos permaneciam
em suas casas...
Sentia os pingos
batendo no telhado
como uma proibição.
- Não saia!
A cama não descansava
de minhas desistências,
interpelava noturna,
sobre os caminhos infinitos.
A sala
não trocava mais palavras,
pombal humano
não recebia mais visitas,
estava só,
vazia
A cozinha não rompia
sua trivial receita,
mesa posta ,
não enchia as narinas
de temperos,
apetitosa
abria sorrisos
não alimentava.
As varanda, ,
esquecida,
sem café,
perdera a observação
dos jardins,
gravetos caídos,
folhas mortas
sobre a grama alta
Haviam
grandes corredores,
aí sim!
imensos corredores...
davam para aposentos
desabitados,
davam para nada...
corria pelos corredores,
ia e vinha
Procurei-me
sem sem saber como,
abria e fechava portas,
abria e fechava,
corredores,
portas
eu
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