Tenho uma ânsia oculta por plenitude.
Interpela o mais íntimo...
atravessa
palavras,
acontecimentos,
relações,
habita numa nebulosa
desprovida de linguagens,
telepática.
Trata a vida
como um disfarce
dela inteira,
invólucro lacrado.
Faz-me um refém
permanente.
Torna os dias
enfadonhos
do que esconde,
não importa
aonde.
Sigo uma pergunta
sequer formulada,
enigma pessoal,
sombra que segue,
muda.
...e descubro-me só
nesta inexplicável busca,
de algo que me ultrapassa,
se guardado está...
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