Estirei-me nos varais,
preso a grampos
em manhã de Sol,
quando a umidade
confisca vestes.
Balancei ao vento
meus alentos,
atentos,
cinzentos.
Disfarcei-me
em cores,
ocultei
pudores,
odores...
Perguntava
quando
encerrava
o desterro
para gavetas
de espera.
Reuso
de gostos
e momentos,
caminhos,
segmentos,
expressos
sentimentos
confusos,
opostos...
Queria ser o vento,
invisível,
sem direção...
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