Sou forte, mas hoje
chorarei tudo que posso,
escondido em meu quarto...
Só vejo dores e sofrimentos...
E querem que eu cante a alegria?
Sinceramente, não posso.
Minha vida é uma interminável luta diária
diante da morte,
toda sorte de morte...
E querem que fale
de vida,
amor,
esperança?
Não aprendi a sofrer...
não havia a disciplina sofrimento,
tudo era técnico,
exterior
Aprendi observando,
vivenciando.
Esta foi e é minha escola.
Aos domingos,
quando a cidade está vazia
e as pessoas estão
no regaço de seus lares,
me vem uma tristeza
deste mundo,
o que ele se tornou,
como poderia ser.
Então,
silenciosamente,
recolho-me ao quarto,
disfarçando diante dos presentes,
fecho a porta, e choro,
choro muito,
sozinho,
por este mundo.
Eu,
no quarto,
em solidão existencial,
e lágrimas
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