Tantos, com tanto para me falar,
e eu surdo.
Tantos, com tanto para eu olhar,
e eu cego.
Tantos, com tanto para escutar,
e eu mudo,
Tanto sofrimento tantos tem,
e eu indiferente.
Desejo um mar calmo,
e só vejo tempestades...
disfarco,
e faço das tempestades
um falso mar calmo,
caminho de serviz dura
Faco das orações
um recitar permanente
da mesma estrofe,
Revisto o amor com egoísmo,
e o perco.
Perco-me diariamente,
permanentemente,
e não consigo voltar
ao que era,
endureci...
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