Tenho uma dívida... a de ser bom. Não fui bom o suficiente...Não me alegrei o suficiente, nem alegrei as pessoas como deveria.
Não trouxe esperanças como podia, e deixei a realidade, por vezes, ocupar minhas opiniões.
Fui insensível e exterior ao sofrimento de muitos por anos, os projetos pessoais ocuparam o espaço.
No sofrimento, vi como é fácil ser esquecido. Nestas ocasiões cresceu em mim a consciência.
Com a consciência orientei-me e alcancei visão.
Pude observar as causas dos muitos problemas, e as formas de resolvê-los.
Vi que existem pequenos problemas, e outros grandes, muito grandes, que exigem muitas pessoas dispostas a resolvê-los.
Percebi, que ainda assim ali não conseguia ser bom, precisava mais.
Lembrei-me de minha mãe, da catequese, a primeira comunhão. Voltei à Igreja. Não foi em toda ela, mas abriram-se novos Horizontes em mim, de bondade e compreensão, fraternidade e sentido na vida.
Esta caminhada continua, nem tudo está resolvido, mas vamos em frente.
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