terça-feira, 28 de julho de 2020

SEREIAS SUBMERSAS



Tenho o descompasso
de amar
desenfreadamente
em embutir
desajeitado
a lei no amor.

Os cabelos brancos
celebram
esta permanência,
o belo chama,
chama eterna
a confundir
estruturas.

Canto as sereias
submersas
as despedidas
sempre presentes,

persistentes.

Traço trajetos
alternativos,
terras
por desbravar,
caminhos adormecidos
esquecidos.

Segue
um descaso
mudo
não muda
nem fala,
fita
o poente,



sem gente

João Paulo Naves Fernandes.
28/07/2020
09H54

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