Quantos despertares
aguardam o término
de minhas ignorâncias.
Quantos de mim
sucumbem diariamente
no ostracismo
de suas ausências?
Ah...liberdade fugidia,
ninguém te ensinou
minhas fragilidades diárias,
seguem mansas tempo afora...
Escapas nas manhãs dos acasos,
distrai-se em afazeres?
Turvo o rio do meus dias,
desconhece a foz
onde esvai-se
desemboca,
não festeja as ribanceiras,
os frutos do caminho
nem funde os lentos contornos
sem fim...
Despertar sonolento,
sem noite,
sem dia,
mídiática,
anestesiada,
programada.
Quem sabe
uma seca profunda,
tempestades ruidosas,
inundações,
grandes catástrofes
possam sacudir
teu plácido adormecer!
Quem sabe
vá despertando
ao longo do trajeto
em tempo de correções...
Quem sabe...
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