domingo, 22 de março de 2026

MAR DA IGNORÂNCIA

 

A ignorância, 

visita 

inesperada 

permanente, 

subtrai da mente, 

doce serpente,

as possibilidades 

latentes. 


Causas e razões 

Tornam-se senões  

esquecidos, 

atraídos 

por ruídos,

diversões...


E a vida vai

inconsciente, 

sem eira 

nem beira, 

a ladeira 

decadente, 


Quem sabe um dia 

desperte 

clara sabedoria, 

trazida pela dor 

que carrega a gente, 

subjacente 

inerte, 

e aflore

luz pungente 


Vou como quem sonha 

e quer acordar, 

luta diária 

de tudo assimilar.


Caminho de confins, 

sem paradeiros, 

ponteiros, 

completando-se 

em mim

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