A ignorância,
visita
inesperada
permanente,
subtrai da mente,
doce serpente,
as possibilidades
latentes.
Causas e razões
Tornam-se senões
esquecidos,
atraídos
por ruídos,
diversões...
E a vida vai
inconsciente,
sem eira
nem beira,
a ladeira
decadente,
Quem sabe um dia
desperte
clara sabedoria,
trazida pela dor
que carrega a gente,
subjacente
inerte,
e aflore
luz pungente
Vou como quem sonha
e quer acordar,
luta diária
de tudo assimilar.
Caminho de confins,
sem paradeiros,
ponteiros,
completando-me
em mim
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