Não! Não me gabo do quarto...
Ele tem meus segredos
mais infames,
impublicáveis.
Nele torno-me
o mais profano usurpador
das minhas quimeras,
escavo meus limites
compartilhados.
Nestes momentos despeço
o anjo e o arcanjo,
as ordens e as bandeiras,
e sem eiras nem beiras,
solto minhas enzinas
mais primitivas.
Os limites desaparecem
diante da liberdade do amor
Ah meu quarto impenetrável..