Aprendi a ver
no silêncio
um companheiro.
Foi mostrando,
no tempo,
quão superficiais
são as palavras,
os gestos,
as relações
até os humores.
Foi despindo,
um a um,
o valores
que sustentava,
desnecessários
Tudo foi perdendo o sentido.
Quando finalmente
tive o silêncio
por companheiro,
distraí-me comigo,
redescobri-me
sem declarações,
não precisava.
Viajei por mares distantes
desertos ensolarados,
conheci os meio tons
onde os conselhos
viajam distante ...
Falam rapidamente...
pesco-os antes
do nascer do Sol,
trazem muita sabedoria
Tudo foi descobertas...
Vi a futilidade gigantesca
de que é feita a vida,
depositando
em coisas pequenas,
ainda que necessárias,
a grandeza de ser,
como são aferrados
aos bens,
esbanjam prazeres
Aprendi a me ver só,
comigo mesmo,
investigando-me...
Ali encontrei Deus,
sem o trono
em que o colocam,
mas como um amigo
que me ajuda a pensar,
chegar perto da verdade
Neste fim
brotaram soluções,
para os problemas
infindáveis
que os humanos criam,
e uma nova forma de amar
mansa e silenciosa...
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