Aquela voz continua em minha mente...
Formou um ninho na língua,
gravetos de letras...
descansam em barcos
escondidos em portos
antes das tempestades.
O choro das velhas raposas
revela histórias retidas...
imaginam o perigo
caso venham a público.
Continua em minha mente aquela voz,
Pede a libertação do sonho,
o escalar das altas montanhas,
não pode mais represar
o fulgor das estrelas
no universo profundo
Por isso chora
como as raposas,
retidas pelas velhas histórias
Em minha mente aquela voz continua.
Não sabe onde
as criancas se escondem
se atrás das palavras
ou das poltronas
ou dos vasos de letras
Sei que ainda continua,
não sei como
aquela indecifrável voz
em minha mente,
grudada entre os dentes,
pedindo para sair,
ser entendida...
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