domingo, 2 de junho de 2013

São Paulo frio e chuvoso; e eu enrolado em mantas

Estou recolhido. O domingo cumprirá rigorosamente o seu papel de repouso. Sair apenas para o indispensável. Como quase tudo se dispensa, saio apenas por causa da dispensa vazia. Comer, necessidade básica. Muitos não tem o que comer. Comer, por si só, já é um egoísmo, apesar de um governo que favoreça o mais pobre com o bolsa família. Ficarei parte do tempo na cozinha e parte na cama. O mundo fica para amanhã, apesar das urgências. Tudo pode sempre melhorar ou piorar, dependendo da ótica, do ânimo interno. O poema cala a inspiração, o artigo cansa. Por isto darei uma pausa até despertar-me novamente para o tudo que espera.

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CORPO

Vou morder tua boca  a qualquer hora,  segurar as palavras  nas línguas mortas. Abracar  tuas costas  nuas,  órfãs,  pagãs. Afagar suas coxa...