quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Afinal, você vai ler?



Meus poemas
não têm rimas,
mas fonemas.

Não têm métrica,
assimétrica.

Não têm sentido,
são desiguais,
até opostos.

Não une,
colide.

Poemas sem beleza,
tristeza...
desconhecidos
dos que precisam
de poesia,
asia.

(pegando carona em Mario de Andrade - JP 11/12/13)

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CORPO

Vou morder tua boca  a qualquer hora,  segurar as palavras  nas línguas mortas. Abracar  tuas costas  nuas,  órfãs,  pagãs. Afagar suas coxa...