segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

PROVA

 


Ponho-me à prova 

da censura do mundo. 

Sabendo-me,  

imundo,

um coração 

repartido. 


Nele cabem 

os tortos, 

os convexos, 

os de texto inteiro, 

em seus tinteiros, 

e  os anexos, 

os leves, 

esvoaçantes, 

e os pesados 

atlantes.


Tudo faz parte 

da nossa parte,  

passa ao largo 

ou embebe;

vai dos olhos 

escolher, 

recolher...


Tudo está ali, 

disponível, 

desabrocha 

particular, 

especial,  

espera 

transcendental,

realidade muda. 


Tudo traz 

um presente, 

oculto, 

insepulto, 

no breve 

féretro da vida.

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