Sou a sobra
de tuas alternativas,
aquele que te acolhe
quando tudo desmorona,
apelo derradeiro.
Estou presente na esperança,
doença desconhecida,
falência irreversível,
na solidão do perseguido,
alimento do esfomeado.
Tenho as simples solucões
na simplicidade da vida
Sou o sempre esquecido,
raramente lembrado,
presente na dor,
último apelo.
Ensinaram-me assim...
a servir,
servir,
servir
Sou o nada,
o vazio,
o abandonado,
muitas vezes impróprio,
digo o que não gostam de ouvir
Venha sempre,
quando quiser...
sou todo ouvidos,
estou na escuta,
à sua disposição,
mas se demorar.
já sabes...
continuo por aqui...
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