A bola é colocada
no centro do campo,
Reverência póstuma
a governos,
reivindicações populares
aspirações gerais.
Sob os pés
uma superação
de personagens
internacionais,
conflitos,
guerras,
num fraterno
moto-contínuo
de alegrias,
a pisar,
chutar
maus agouros,
agora derrotados.
Basta um pontapé
Inicial e,
tudo adquire
secundariedade.
Um corvo apita
Delimitando
Dois mundos:
O real,
a ser esquecido,
e o ideal,
cultuado
e desejado
ardentemente
Cores
distinguem-se
temporariamente:
times miscigenam-se
em confusão,
resistindo à divisão.
O Deus Bola
é incansável.
Seu desejo
De repouso,
redes suspensas,
é impedido
cá e lá,
vendaval
de impedimentos,
obstruções,
barreiras.
Se encontra
remanso,
prontamente
é recolocado
em posição
Original,
para recriar
a cerimônia
da esperança
da paz mundial,
sobre as mazelas
do mundo.
Poema de João Paulo Naves Fernandes, que lançará o seu quarto livro “Gota Serena”, na próxima Bienal do livro em São Paulo, pela Scortecci Editora. Este poema é dedicado a todos os jogadores, que inconscientemente, conseguem suspender tratados, conflitos, pela arte esportiva, pacífica, esperançosa.
Tel(11) 8938-5588
www.podasestradas.blogspot.com
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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