quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Algo estranho em mim.


Alguém me ajude!

Tenho uma espécie de dor 
no peito
que não quer deixar-me.

Alojou-se
definitivamente
em mim,
independentemente
de mim,
uma estranha.

Rebelde,
não reconhece a morte,
exige vida,
não aceita distâncias
quer proximidades.

Dor estranha
em mim,
e minha,
ao mesmo tempo.

Quisera não tê-la,
submetê-la
aos meus desejos.

Não posso!
Não consigo!

Então fique!

Permaneça aí mesmo
onde estás,
exigindo
espaços 
a toda hora.

Em um Mundo Novo,
quem sabe,
esta invasora 
possa realizar
 sua permanência utópica
e verei renascerem
das cinzas
todos,
translúcidos,
joviais,
eternos.

Mas, 
por enquanto,
ajudem-me
a realizá-la
porque não 
consigo 
sozinho

Dor estranha
de mim,
comigo.

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Vou morder tua boca  a qualquer hora,  segurar as palavras  nas línguas mortas. Abracar  tuas costas  nuas,  órfãs,  pagãs. Afagar suas coxa...