Quero repartir
os raios longínquos,
o horizonte tardio,
a penumbra dos sonhos
esquecidos.
Repartir o acaso
das flores caídas,
as surpresas
das imposições,
tão rotineiras.
Repartir a distância
das convivências,
o esquecimento
dos caminhos,
as palavras sepultadas
nas orações.
Repartir os dejetos
dos objetos abjetos,
o etéreo devir,
de nunca conseguir.
Ver se calo
repartições
excluidas e acolhidas,
e ainda assim caminhe
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