Impelido a sair, defronto-me
com as grandes estruturas,
a realidade seca.
Está em mim
transcender quimeras,
buscar novas esferas,
trilhar caminhos famintos
dispostos ao lado,
disfarçados...
Não caibo neste mundo
de perguntas suspensas,
mesmo as suaves brisas
afagam procuras fatigadas,
e esse balanço
constante do amor,
não se explica,
preso às nervuras do coração.
À espreita de mim,
ando neste complexo
edificio da vida,
onde reside
a identidade de um louco,
rouco de tanto se indagar,
pelo caminho...
Afogo-me no mar,
despenco-me ao caminhar,
silencio-me diante
de tanto barulho surdo,
inócuo...
o olhar diante da morte,
a epiderme decifrando
toques incompreensiveis,
o pousar os olhos à noite,
despertar...
sem explicações,
desconforme.
Subjaz a aparência
de uma perfeição esquecida,
numa estrada distraída,
percursos que não se encaixam...
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