terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ha um nada assombrando a vida.

Estamos num tempo em que o nada toma forma  Como um ente vivo, ocupa a incapacidade humana em sua trivialidade. Refiro-me a contemporaneidade distante, a partida de tudo, o ausente. Nada em nada, Nada de nada. Sobra uma revolta sem propostas, a luta disforme como saída, ou entrada. Se sobrar. 
Ficamos acostumados a fazer pequenas ações, sem significado maior para a vida, e a consumir tudo, como se fosse abastecer, de fato o nosso interior.
O ser humano sempre quer mais. Desperto ou dormindo, acaba por descobrir-se durante as tentativas.

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