Tenho um amor de espera, um amor que aguarda. Não tem poder para sair ao
encontro, não tem forças para trazer a quem ama. Vive, como quem pode
alegrar-se a qualquer momento, como uma folhinha que passeia pelo vento e
logo cai. Um amor incapaz de amar por si só, e ama desconhecendo. Faz
declarações noturnas, e luta por abrir-se, uma vez que só aprendeu a
estar fechado. Um aprendizado de amor sem encontro definitivo, mas
facilmente identificado nos pobres e discriminados de nosso tempo. E
aguarda uma consolação, que seja um leve toque.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
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