sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

FADIGA SISTÊMICA

 

A mansidão dos mar perdoa meus grandes hiatos, quando desapareço de tudo, escondo-me em casa.


De tempos em tempos tenho uma fadiga sistêmica,  de excessos de palavras, os compromissos intermináveis, lutas eternas.


A paz torna-se uma obrigatória e autônoma reclusão. Reservo-me o direito de desistir, vez por outra, para manter presente meu eixo.


Minhas convicções também tiram férias. 


Não são desistências, é a observação conclusiva no decorrer do tempo, de que certas mudanças ultrapassam meu tempo.


Reclusão estafante, onde meus sonhos, de alguma forma também adormecem.

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