Palavras que se seguem...
buscas autônomas,
não encontram limites,
esperam a noite alta,
derramam
confissões
solitárias.
Indagam o inusitado
descalças,
distraída
transcendência...
escutam
outras dimensões
Céus profundos,
linguagens
desconhecidas,
afloram vulcânicas,
então dormem...
Inquietas
palavras
seguem,
ressignificando
a ordem
filosofia do amar,
transformam...
Mantenho-as,
inauditas,
em incipiente controle,
até o dia invadir-me
com sua frieza costumeira.
Aguardam um anúncio,
dispensar tudo,
ultrapassar
limites,
impotentes,
portas entreabertas,
aprendendo...
Ainda ecoam
na mordaça
do alvorecer...
Por fim,
desaparecem,
transformam-se
em ação
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