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Nem quentes
nem frios,
mornos.
Em nada se envolvem...
vão ocupando posições
sem expressar
suas posições,
em geral contrárias
às nossas.
Sorriem muito,
mostram-se afáveis,
de um íntimo desconhecido,
sabe-se lá que misturas
fazem destes interiores
sem sabores.
Comem pelas bordas
da realidade,
fingem muito...
fazem-se de bons mocinhos,
muito arrumadinhos,
exalam odores
de ordem e limpeza.
Estão aí à espreita
de um cargo mediano,
daqueles que não
incomoda ninguém...
Parecem vitrines,
em permanente exposição.
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