quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Síria: Comunidade do sacerdote libertado agradece as orações dos muçulmanos


Prior do mosteiro de Qaryatayn, Padre Murad, libertado domingo, está bem fisicamente e celebrou a missa dominical em uma cidade ao sudeste de Homs
Por Redação
Roma, 13 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
“Somos gratos ao Senhor e louvamos a Deus por este dom. E certamente queremos agradecer a todos os amigos no mundo que rezaram por Jacques e por nossa comunidade monástica, cristãos, muçulmanos ou outros, inclusive quem não crê ou crê em outra religião, pela solidariedade e proximidade”.
Com estas palavras, o sacerdote Jihad Youssef, monge da Comunidade monástica síria de Deir Mar Musa, compartilhou com a Agência Fides a sua alegria e a gratidão, assim como a de outros monges e monjas da comunidade, pela libertação do sacerdote sírio Jacques Murad, membro da comunidade monástica e Prior do mosteiro sírio católico de Qaryatayn. "Pedimos as orações e a solidariedade de cada homem e mulher de boa vontade pela paz na Síria e no mundo", acrescentou padre Jihad , “especialmente por aqueles sequestrados ou desaparecidos".
A libertação do sacerdote sírio Jacques Murad aconteceu neste domingo (12), após ter sido sequestrado por homens armados que o levaram do mosteiro de Qaryatayn, 60 km ao sudeste de Homs, no dia 21 de maio. De acordo com fontes locais, o sacerdote está bem fisicamente e ontem celebrou a missa dominical em Zaydal, cidade ao sudeste de Homs.
Padre Murad faz parte da Comunidade monástica de Deir Mar Musa, fundada pelo padre jesuíta Paolo Dall'Oglio, romano, desaparecido no norte da Síria em 29 de julho de 2013 enquanto se encontrava em Raqqa, bastião dos jihadistas do Estado Islâmico (Daesh, por sua sigla em árabe).
O território do mosteiro, de mar Elian, situado na periferia de Quaryatayn, nos anos do conflito representou um oásis de paz e de acolhimento no coração de uma região em guerra. Justamente padre Jacques, junto a um advogado sunita, tinham assumido a função de mediadores para garantir que o centro urbano de 35 mil habitantes fosse poupado por longos períodos dos confrontos entre o exército governamental e os milicianos anti-Assad, explica a Agência Fides.
No Mosteiro foram hospedados centenas de refugiados, inclusive mais de cem crianças menores de dez anos. O religioso sírio e seus amigos providenciaram o necessário para sua sobrevivência, contando também com a ajuda de doadores muçulmanos.
Em agosto passado, militantes do Daesh assumiram o controle da área, devastando o mosteiro. Durante a ofensiva no sudeste de Homs, os jihadistas fizeram reféns cerca de 270 cristãos e muçulmanos da região de Qaryatayn.
Há poucos dias, os jihadistas divulgaram em seus sites, o vídeo de um grupo de cristãos de Qaryatayn enquanto assinavam o "contrato de pagamento" – imposto proveniente do Jizya (Lei de Proteção) - para continuar a viver em suas casas, no território controlado pelo grupo fundamentalista liderado por Abu Bakr al-Baghdadi.
As imagens dessa reunião, realizada em uma sala de conferências, já haviam sido divulgadas no final de agosto. Tanto o vídeo como nas fotos, entre os participantes que atuam aparecia a figura do Padre Murad.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Pedido para se instituir um "Dia Internacional contra a discriminação dos cristãos".


A Santa Sé manifesta na OSCE a preocupação pelo aumento do anti-semitismo
Por Redação
Roma, 07 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
"As crescentes tendências anti-semitas na Europa e os atos de ódio e violência, até mesmo matando vidas inocentes, são motivo de preocupação", denunciou o Vaticano por meio de Mons. Janusz Urbanczyk, representante permanente da Santa Sé junto à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), durante seu discurso na "sessão de trabalho 14: Tolerância e não discriminação II" do último 30 de setembro que, entre outras coisas, tratou sobre a “luta contra o racismo, a xenofobia e a discriminação, também prestando atenção à intolerância e discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões".
Durante a sua vez de falar, o prelado polonês fez um apelo para se aprender a lição da história: “Recentemente, celebramos o septuagésimo aniversário da libertação de Auschwitz, o campo de concentração que se tornou sinônimo da grande tragédia da Shoah. A memória do que aconteceu ali, no coração da Europa, é um aviso para as gerações presentes e futuras. Isso não deveria voltar a acontecer  em lugar nenhum, nem contra ninguém”.
Além disso, Mons Urbanczyk deplorou os atos de violência contra os cristãos: "Os ataques contra os cristãos continuam sendo pouco relatados e qualquer investigação séria sobre estes ataques são mais raras ainda”.
Por último, reiterou o pedido para se instituir um "Dia Internacional contra a discriminação dos cristãos".

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Coalizão retoma luta pela reforma política democrática

6 de outubro de 2015 - 17h06 


A Coalizão pela Reforma Política Democrática, composta por 115 entidades da sociedade civil, pretende avançar no debate de aprimoramento do sistema político brasileiro. Para isso, lançou, em ato político realizado nesta terça-feira (6), na Câmara, em Brasília, o “Manifesto à Nação”. 


  
Segundo os organizadores, o texto apresenta à sociedade e aos parlamentares seu projeto de Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que já tramita na Câmara, com pedido de urgência para votação, mas que não foi objeto de deliberação na Casa quando da aprovação recente de uma minirreforma eleitoral.

A iniciativa mereceu elogios e manifestações de apoio dos parlamentares que participaram do evento. A líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), destacou que “a ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu a maior vitória histórica nossa na República brasileira, que foi o Supremo, baseado em cláusula pétrea, colocar uma pá de cal no financiamento empresarial de campanha”.

Ela avalia que “o ato político retoma a mobilização social, para avançar além do que foi aprovado (na Câmara) que foi chamado de ‘reforma política’”. Jandira manifestou desejo de que a coalizão obtenha sucesso nessa empreitada, lembrando que “a existência da coalizão nos ajudou a entrar no debate do voto proporcional, da paridade de gênero e do fortalecimento de mecanismos de participação direta”.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS), também presente ao evento, avalia que “apesar da grande vitória e que é definitiva, que é o fim do financiamento empresarial de campanha, temos que dar outros passos, como criminalizar o Caixa 2, reduzir o teto de contribuições para pessoas físicas que seja razoável – os 10% que foram aprovados no Congresso são muito altos – e corrigir o limite de gastos das candidaturas, que também é muito elevado”.

Grande desafio

No lançamento do manifesto, todos os componentes da mesa – representantes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), do MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), UNE (União Nacional dos Estudantes), Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e CUT (Central Única dos Trabalhadores) – destacaram a importância de mobilizar a sociedade em torno de uma saída efetiva para a crise política através de uma proposta de aperfeiçoamento da democracia representativa.

Aldo Arantes, representante da coalizão, fez um chamamento a todas as entidades que compõem o movimento para que promovam debate sobre o projeto de reforma política democrática em faculdades, escolas, sindicatos, fábricas, associações, locais de trabalho e moradia, para que haja um envolvimento da sociedade em torno da construção de um sistema eleitoral permita a eleição de pessoas que defendam e votem matérias de real interesse do povo.

Ele disse ainda que “temos que realizar uma grande mobilização, que permita que a sociedade tome consciência de uma alternativa real do atual sistema político brasileiro”, anunciando a proposta de definição da data de um dia nacional de mobilização em defesa do projeto na sociedade.

Para os parlamentares, esse é o grande desafio. Jandira avalia que “a guerra de narrativa da grande mídia dificulta isso, coloca uma pauta desestimuladora de criminalização da política e do Congresso, que tem suas razões aqui, mas o que a mídia faz é jogar na lata de lixo a participação política e as pessoas ficam desestimuladas a ter participação maior”.

Henrique Fontana concorda, acrescentando que “a sociedade está premida pela crítica à política, mas é importante entender porque das eleições brotam representações que não a representam. Não basta ter novas eleições, é preciso que sejam novas eleições em um novo sistema político, para que dali nasça um representação de fato sintonizada com a sociedade”.

Ao finalizar sua fala, Fontana fez questão de enviar um recado aos parlamentares que insistem em reverter o debate sobre o fim do financiamento empresarial de campanha. “Não há nada que faça com que as empresas possam voltar a financiar a campanha eleitoral. Isso é uma tentativa vã de um grupo de parlamentares que tem dependência química do dinheiro empresarial e não quer abrir mão disso, e nós já estamos no próximo passo, em busca de aperfeiçoamento para uma democracia mais barata, de mais ideias e mais resistente à corrupção”.


De Brasília
Márcia Xavier  

MUDANÇA DE TEMPO

  Leve como o vento,  sigo novidades.. Mais observo,  menos escrevo. Noturno,  pensamentos  assentados. Sem direção,  à mercê de cada dia. D...