terça-feira, 20 de outubro de 2015

Encontro sui generis.

Este é um encontro de intelectuais, escritores poetas, atores, músicos, junto com cantores Hip Hop da periferia. O encontro de uma base comunista de cultura, aberta a todos para se discutir questões diversas. Compareci para dar o meu apoio. Tenho sido uma adjacência nestes encontros.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Papa: "passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir"


Homilia do Papa Francisco na Santa Missa e canonização dos beatos Vincenzo Grossi, Maria da Imaculada Conceição, Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin
Por Redação
Cidade do Vaticano, 18 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
Apresentamos a íntegra da homilia do Papa Francisco na Santa Missa e canonização dos beatos Vincenzo Grossi, Maria da Imaculada Conceição, Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin, pronunciada neste domingo, 18 de outubro, na Praça São Pedro.

As leituras bíblicas de hoje apresentam-nos o tema do serviço e chamam-nos a seguir Jesus pelo caminho da humildade e da cruz.
O profeta Isaías esboça a figura do Servo do Senhor (53, 10-11) e a sua missão salvífica. Trata-se dum personagem que não se gaba de genealogias ilustres; mas desprezado, evitado por todos, sabe o que é sofrer. Não se lhe atribuem empreendimentos grandiosos nem discursos célebres, mas realiza o plano de Deus através duma presença humilde e silenciosa, através do seu sofrimento. De facto, a sua missão realiza-se por meio do sofrimento, que lhe permite compreender os que sofrem, carregar o fardo das culpas alheias e expiá-las. A marginalização e o sofrimento do Servo do Senhor, suportados até à morte, revelam-se tão fecundos que resgatam e salvam as multidões.
Jesus é o Servo do Senhor: a sua existência e a sua morte, vividas inteiramente sob a forma de serviço (cf. Flp 2, 7), foram causa da nossa salvação e da reconciliação da humanidade com Deus. O querigma, coração do Evangelho, atesta que, na sua morte e ressurreição, cumpriram-se as profecias do Servo do Senhor. A narração de São Marcos descreve a cena de Jesus a contas com os seus discípulos Tiago e João, que – apoiados pela mãe – queriam sentar-se, à sua direita e à sua esquerda, no reino de Deus (cf. Mc 10, 37), reivindicando lugares de honra, de acordo com a sua própria visão hierárquica do reino. A perspectiva, em que se movem, aparece ainda inquinada por sonhos de realização terrena. Então Jesus dá um primeiro «abanão» naquelas convicções dos discípulos, recordando o caminho d’Ele na terra: «Bebereis o cálice que Eu bebo (…), mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo: é daqueles para quem está reservado» (10, 39-40). Com esta imagem do cálice, Ele assegura aos dois discípulos a possibilidade de serem associados plenamente ao seu destino de sofrimento, mas sem garantir os desejados lugares de honra. A sua resposta é um convite a segui-Lo pelo caminho do amor e do serviço, rejeitando a tentação mundana de querer sobressair e mandar nos outros.
À vista de tantos que lutam por obter o poder e o sucesso, por dar nas vistas, frente a tantos que querem fazer valer os seus méritos, as suas realizações, os discípulos são chamados a fazer o contrário. Por isso adverte-os: «Sabeis como aqueles que são considerados governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os grandes exercem o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo» (10, 42-43). Com estas palavras, Jesus indica o serviço como estilo da autoridade na comunidade cristã. Quem serve os outros e não goza efectivamente de prestígio, exerce a verdadeira autoridade na Igreja. Jesus convida-nos a mudar a nossa mentalidade e a passar da ambição do poder à alegria de se ocultar e servir; a desarraigar o instinto de domínio sobre os outros e exercer a virtude da humildade.
E, depois de apresentar um modelo a não imitar, oferece-Se a Si mesmo como ideal de referimento. No procedimento do Mestre, a comunidade encontrará o motivo da nova perspectiva de vida: «Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos» (10, 45). Na tradição bíblica, o Filho do Homem é aquele que recebe de Deus «as soberanias, a glória e a realeza» (Dn 7, 14). Jesus enche de novo sentido esta imagem, especificando que Ele tem a soberania enquanto servo, a glória enquanto capaz de abaixamento, a autoridade real enquanto disponível ao dom total da vida. Na verdade, é com a sua paixão e morte que conquista o último lugar, alcança o máximo de grandeza no serviço, e oferece-o à sua Igreja.
Há incompatibilidade entre uma forma de conceber o poder segundo critérios mundanos e o serviço humilde que deveria caracterizar a autoridade segundo o ensinamento e o exemplo de Jesus; incompatibilidade entre ambições e carreirismo e o seguimento de Cristo; incompatibilidade entre honras, sucesso, fama, triunfos terrenos e a lógica de Cristo crucificado. Ao contrário, há compatibilidade entre Jesus «que sabe o que é sofrer» e o nosso sofrimento. Assim no-lo recorda a Carta aos Hebreus, que apresenta Cristo como o Sumo Sacerdote que compartilha a nossa condição humana em tudo, excepto no pecado: «de facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado» (4, 15). Jesus exerce, essencialmente, um sacerdócio de misericórdia e compaixão. Experimentou directamente as nossas dificuldades, conhece a partir de dentro a nossa condição humana; o facto de não ter experimentado o pecado não O impede de compreender os pecadores. A sua glória não é a da ambição ou da sede de domínio, mas a glória de amar os homens, assumir e compartilhar a sua fraqueza e oferecer-lhes a graça que cura, acompanhá-los com ternura infinita, acompanhá-los no seu caminho atribulado.
Cada um de nós, enquanto baptizado, participa a seu modo no sacerdócio de Cristo: os fiéis leigos no sacerdócio comum, os sacerdotes no sacerdócio ministerial. Assim, todos podemos receber a caridade que brota do seu Coração aberto, tanto para nós mesmos como para os outros, tornando-nos «canais» do seu amor, da sua compaixão, especialmente para aqueles que vivem no sofrimento, na angústia, no desânimo e na solidão.
Aqueles que hoje proclamámos Santos, serviram constantemente, com humildade e caridade extraordinárias, os irmãos, imitando assim o Mestre divino. São Vicente Grossi foi pároco zeloso, sempre atento às necessidades do seu povo, especialmente à fragilidade dos jovens. Com ardor, repartiu o pão da Palavra para todos e tornou-se bom samaritano para os mais necessitados.
Santa Maria da Imaculada Conceição, bebendo nas fontes da oração e da contemplação, serviu pessoalmente e com grande humildade os últimos, com uma atenção especial aos filhos dos pobres e aos doentes.
Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na protecção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O SIGILO


(Homenagem aos vários sigilos do Governo Geraldo Alckmin)

Não levantar poeira
fingindo-se transparente.

Declarar-se um fiel 
seguidor da Palavra
de Deus,
enquanto 
oculta
erros,
como se não existissem.

Governar 
silenciosamente,
mente
demente,
desmente
e desmente.

Não é necessário
tornar conhecido
dar consciência
consistência
opinião.

Basta deixar
passar...
com o tempo
se esquece.

Porque pensar?
Melhor 
não incomodar..

Deixa adormecer,
nunca acordar,
descobrir a vida
a verdade,
viver a verdade.

Por isso
o respeito
mínimo
pela informação
pelo saber
e decidir.

Mas não!
O que fazer 
com os erros
desmandos
malfeitos
praticados
anos a fio
sem reação
alguma?

Expô-los a todos?
Seria ingenuidade política
na concepção 
da velha política.

Lembra-me mamãe
já com idade avançada
dizendo:
- Vamos fazer o jogo
de que está tudo bem.

Sábia mulher!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A situação de Asia Bibi é “trágica”

 
O presidente de uma organização pelos direitos das minorias informa que a paquistanesa acusada de blasfêmia "está psicologicamente instável"
Por Redação
Roma, 15 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
Aumenta o drama atrás das grades: A situação de Asia Bibi, paquistanesa acusada de blasfêmia, é "trágica". "Está se tornando psicologicamente instável dia após dia", relata à agência ANSA, Xavier Patras William, presidente da organização de defesa dos direitos das minorias Life for All. Asia Bibi foi condenada à morte em 2.010 e está em uma cela solitária na prisão de Multan, na província de Punjab.
William explica que "estão rezando pela sua saúde, para que ela aguente firme".  Ao mesmo tempo, ele lança um apelo para “levantar as vozes a fim que a justiça seja respeitada e para superar as diferenças antes que seja tarde demais". As declarações de William até o momento não foram confirmadas por outras fontes.
Recentemente, as preocupações com a saúde da paquistanesa foram partilhadas pela família de Asia Bibi, que havia pedido para que ela fosse transferida para uma prisão em Lahore. Em julho passado, surgiu uma esperança sobre o assunto: o Supremo Tribunal do Paquistão concordou em rever o caso, rejeitando a possibilidade de arquivar o processo. 

8.500 crianças morrem de desnutrição a cada dia


"A desnutrição retrocede, mas é preciso quadruplicar o investimento para erradicá-la em 2030"
Por Redação
Madrid, 15 de Outubro de 2015 (ZENIT.org)
A Save the Children e a Ação contra a Fome apresentaram nesta quarta-feira, em Madri, o Informe Mundial de Nutrição 2015, divulgado por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, a ser celebrado neste domingo, 18 de outubro.
Entre os dados positivos, 96 milhões de crianças a menos com desnutrição crônica do que há 25 anos; dentro de um ano, mais 15 países poderão cumprir os objetivos de redução da desnutrição traçados para 2025 pela Assembleia Mundial da Saúde.
Entretanto, em 2013, 6 milhões de crianças morrem por causas evitáveis relacionadas com a saúde, das quais 3,1 milhões faleceram por causas associadas com a desnutrição. Cerca de 8.500 crianças morrem por dia, no mundo, devido a este problema, observou o responsável pela área Saúde e Nutrição da Ação contra a Fome, Antonio Vargas.
O Informe Mundial de Nutrição 2015 destaca a necessidade de que os governos dos países em desenvolvimento dupliquem os investimentos específicos em nutrição e pede aos países da OCDE que o quadripliquem, financiando concretamente o pacote nutricional básico e suas dez intervenções-chave, como a promoção do aleitamento materno exclusivo até os seis meses, a suplementação com vitaminas e o tratamento comunitário da desnutrição aguda severa.
“Os governos do mundo parecem começar a compreender que uma boa saúde nutricional é a premissa para a realização de qualquer outro direito básico das pessoas e o ponto de partida para o desenvolvimento sustentável de qualquer país”, afirmou Antonio Vargas.
O diretor de Cooperação Internacional da Save the Children, David del Campo, destacou a existência de outra ameaça: “a obesidade e as enfermidades relacionadas a ela, que estão custando até 20% dos orçamentos de saúde no mundo”.
A Ação contra a Fome e a Save the Children apresentaram uma bateria de medidas para melhorar o estado nutricional do mundo, desde o tratamento (simples e acessível, mas hoje disponível só para 10% das crianças que o necessitam) até o financiamento de projetos específicos em nutrição, além do enfoque integrado (que combina medidas relacionadas com água, saneamento, higiene e meios de vida) e da melhora no acompanhamento e prestação de contas dos investimentos em nutrição.
A melhor nutrição possível requer 9 bilhões de euros por ano, disseram os porta-vozes das duas organizações

MUDANÇA DE TEMPO

  Leve como o vento,  sigo novidades.. Mais observo,  menos escrevo. Noturno,  pensamentos  assentados. Sem direção,  à mercê de cada dia. D...