sábado, 7 de novembro de 2015

Você já ouviu falar na UVB-76?


Se você nunca ouviu falar na UVB-76, vai descobrir neste post que esta rádio de ondas curtas é um dos grandes mistérios do mundo.

O que é a UVB-76

Segundo a Wikipedia, A UVB-76 (também conhecida comoMDZhB) é uma estação de rádio de ondas curtas, que transmite na frequência 4.625 kHz. Ela ficou conhecida entre os ouvintes de rádio como The Buzzer. Isso porque ela possui um pequeno e monótono sinal, repetindo-se a uma taxa aproximada de 25 tons por minuto, durante 24 horas por dia.
A estação tem sido observada desde 1982, e em raras ocasiões, o sinal de alarme é interrompido e uma transmissão de voz em russo ocorre .  No entanto, o que se diz é algo que deixa tudo mais absurdamente misterioso.
Ninguém sabe o que as mensagens em russo querem dizer, nem porque ela emite apitos e números há tantos anos, desde o tempo da União Soviética. Claro que com o tempo, mais e mais pessoas se viram obcecados em desvendar o mistério dessa radio russa de onda curtas. Existe muita especulação sobre a natureza e razão de existir da rádio, mas, no entanto, o verdadeiro objetivo desta estação ainda é desconhecido.
A estação UVB-76 transmite um som vibrante, que dura 0,8 segundo, pausando por 1-1,3 segundos, e repetindo-se 21-34 vezes por minuto. Um minuto antes de cada hora, o tom de repetição é substituído por um tom contínuo, que continua por um minuto até que o tom de repetição volte a tocar. Sabe-se que entre as 07:00 e 07:50 GMT, a estação transmite com baixo consumo de energia. Provavelmente  é quando a manutenção do transmissor ocorre. O som gerado pela estação, lembra um chiado igual ao de rádio acompanhado de um rápido barulho de um navio.

ESCUTE A UVB-76 AQUI:


Alguns leitores não estão conseguindo ouvir a radio UVB76 em tempo real. Aqui está o link onde você poderá ouvir. Ao entrar, escolha html5 e quando o painel de opções abrir, coloque no dial 4625 kHz e escolha no modo de banda USB
A UVB-76 é transmitida pelo menos desde 1982 com seu repetitivo “pip” de dois segundos, mudando para uma campainha no início de 1990. Ela foi alterada brevemente para um tom mais alto e de maior duração (cerca de 20 tons por minuto) em 16 de janeiro de 2003, embora o este som tenha sido revertido para o padrão de tom anterior.
Hoje, milhares de pessoas escutam a UVB-76. Sim, parece bizarro que pessoas de todo o mundo, das mais diversas profissões e idades fiquem madrugada adentro com o fone no ouvido escutando essa estação lá no caixaprego apitar, mas é isso mesmo que acontece. Enquanto escrevo este post, talvez milhares de pessoas estejam ouvindo atentamente essa misteriosa radio russa.

Ah, Philipe! Se é tão misteriosa, por que ninguém vai lá e vê o que tem?

Pois é, meu amigo. Teve gente que foi!
A busca pela UVB-76 dá um filme. Muita gente já vasculhou a Russia em busca do lugar de onde se origina o sinal.
Após o período de duas décadas onde os ouvintes de ondas curtas apenas acompanhavam a radio, começaram a aparecer os fanzines, os primeiros grupos de trocas de informações sobre a radio. Quando a internet surgiu com força total e sua característica aglutinante de pessoas do mundo todo em torno de temas comuns, a UVB-76 ganhou destaque. Surgiram vários grupos dedicados a estudar o intrigante mistério.
Após um longo tempo de pesquisa, alguns grupos de investigação amadora da UVB-76 descobriram que o sinal estavam emanando de  um gorodok voyenni (pequena cidade militar) perto da aldeia de Povarovo (fala-se povarôvo) e, muito raramente, talvez uma vez a cada poucas semanas, a monotonia era quebrada por uma voz masculina recitando breves sequências de números e palavras, muitas vezes sequências de nomes russos: “Anna, Nikolai, Ivan, Tatyana, Roman…”
Obviamente isso é um código. Mas o que ele diz, até agora ninguém sabe.
Durante um longo tempo a transmissão pareceu homogênea, mas então, um dia, a amplitude e a afinação do zumbido mudou, e os intervalos entre os tons que oscilam. A cada hora,  a estação apitava duas vezes, rapidamente.
Parte do misterio da estação UVB-76 é que ela ainda existe. Nenhuma das grandes mudanças que marcaram a Rússia na última década,  desde a Guerra Fria,  as duas primeiras décadas do pós-guerra fria, a era  Gorbachev, a Perestroika , o fim da guerra no Afeganistão, a implosão soviética, o período Boris Yeltsin, o bombardeio do parlamento, a primeira guerra da Chechênia, os oligarcas, a crise financeira, a segunda guerra da Chechênia, a ascensão do Puttinismo… Tudo isso passou, o país sofreu profundas transforações em diversos níveis, mas  a  UVB-76 permaneceu uma perturbadora constante, sem maiores alterações, para espanto do insondável grupo de entusiastas de rádios de ondas curtas, que sintonizaram e vem documentando quase todos os sinais que são transmitidos. Embora a campainha (como eles apelidaram) sempre foi uma incógnita, foi também uma constante reconfortante, zumbindo com um obscuro, metrônomo através das décadas.
Foi assim até o fatídico dia  5 de junho de 2010, quando subitamente, o zumbido cessou. Não houve informes, nem explicações. Só o silêncio.
No dia seguinte, a transmissão voltou como se nada tivesse acontecido. Ao longo dos meses de junho e julho, a  rádio UVB-76 se comportou mais ou menos como sempre. Houve algumas perturbações-incluindo breves fragmentos de que soava como código Morse, mas nada dramático. Em meados de agosto, o zumbido parou novamente. Ele voltou, parou de novo, e então recomeçou.
Em seguida, no dia 25 de agosto, às 10:13, a UVB-76 parecia bichada. Primeiro houve silêncio, depois de uma série de golpes e ruídos estranhos, que espantou os ouvintes, pois o som vinha de uma sala. Só então eles perceberam que a campainha não era um som automático transmitido, mas um dispositivo que gerava o ruído “ao vivo” numa sala de transmissão. E nesse dia era como se alguém estivesse naquela sala.
Muitos acharam que o mistério estava prestes a se revelar. Quem seria o misterioso operador da radio russa?
Mas não foi o que aconteceu. Na primeira semana de setembro, a transmissão foi interrompida com freqüência, geralmente com o que parecia ser trechos gravados da “Dança dos Pequenos Cisnes” da peça musical de  Tchaikovsky “O lago dos cisnes”.
Na noite de 7 de setembro, algo mais dramático:  Às 08:48, horário de Moscou, uma voz masculina emitido um novo sinal disse:
-“Mikhail Dmitri Zhenya Boris”
Isso pareceu indicar que agora a estação estava mudando de nome para MDZhB. Isto foi seguido por uma sequencia de mensagens nebulosas típicas da UVB-76:
– “04 DRENDOUT 979”-  seguido por um período de  séries de números, e então – “TRENERSKIY” e ainda mais números.

Aquilo quase causou uma comoção aos que seguiam a rádio misteriosa através de noite após noite. E não eram poucos!
Sabe-se que a versão captada em ondas curtas e retransmitida em tempo real para a internet tinha, em agosto de 2010, mais de 41 mil pessoas ouvindo. Hoje são dezenas de milhares deles.
Conforme o tempo passa, o mistério só aumenta. E entre os diversos mistérios envolvidos nessa radio, um dos que eu acho talvez o maior é: por que? As pessoas se concentram no “pra que?” mas o “por que” também não se explica. Se são mensagens cifradas, qual a razão de usar um método tão arcaico quanto ondas curtas, que viajam pela ionosfera e precisam de quantidades BRUTAIS de energia? Fica caríssimo manter isso, ainda mais por mais de três décadas! Uma transmissão via satélite militar geoestacionário seria mais barata e mais fácil.
Cerca de 30 anos atrás, diz-se, os soviéticos construíram uma estação de rádio de ondas curtas, perto Povarovo, um lugarejo que fica a 40 minutos de carro segundo para o noroeste de Moscou. Na época, Leonid Brezhnev ainda estava vivo, o Kremlin presidia um império intercontinental, e as tropas soviéticas estavam lutando contra o mujahideen. Após o colapso da União Soviética em 1991, foi revelado que toda Povarovo era controlada pelos militares, e que tudo o que acontecia lá era top-secret.
O fato de ser top secret talvez explique porque até hoje o governo se nega a reconhecer a existência da Radio e afirma que “não tem nada a ver com essa transmissão”.
Claro que os aficionados pelos mistérios das transmissões de ondas curtas levantaram várias hipóteses sobre o papel da estação na vasta rede militar de comunicações da Rússia:
  • Era um nó esquecido, criado para servir alguma função agora perdida nas profundezas da burocracia.
  • Era um sinal  ultra-secreto, que transmitia mensagens para espiões russos em países estrangeiros.
  • A UVB-76 serviu de nada menos do que o epicentro da “máquina do Juízo Final”, também chamada de ” arma do soldado morto” ou “arma  da mão morta” da ex-União Soviética, que tinha sido programado para lançar uma onda automática de mísseis nucleares para os EUA no caso de o Kremlin ser arrasado por um ataque furtivo dos EUA. Se isso ocorresse a estação sairia do ar, e os mísseis seriam disparados decretando o fim do mundo.
  • A teoria mais curiosa diz que a UVB-76 pode ser uma radio “fantasma”. Isso é: Uma transmissão do outro mundo. Num dos raríssimos momentos em que ela ficou fora do ar, um homem  em russo transmitiu coordenadas. As coordenadas levaram a uma estação de transmissão abandonada – veja fotos no fim do post. Mas essa teoria embora bem alegórica, caiu por terra com novas descobertas posteriores.
  • A teoria menos sexy, e também das menos prováveis, é a que postulava que a campainha estava testando a espessura da ionosfera. (ela é a menos provável porque especialistas em radiofrequência dizem que a faixa de radio e a potência são insuficientes para qualquer medição)

Ainda hoje, ouvir a UVB-76 é como ouvir um mundo que já não existe há décadas. Tem sabor de Guerra Fria.
A maioria dos observadores acredita que UVB-76 é um exemplo idiossincrático do que é chamado de uma estação de números, usado para comunicar mensagens criptografadas para espiões ou outros agentes. Normalmente, estas estações transmitem números em grupos de cinco, o que torna impossível detectar partições entre palavras e frases. Os números podem ser descodificados utilizando uma chave de posse do ouvinte pretendido (o espião) .
Sabe-se que as estações de números existem por aí desde a Segunda Guerra Mundial, como documentado pelo Projeto Conet, uma compilação de gravações que foi lançada pela primeira vez em 1997. Existem algumas russas,  norte-coreanas, norte-americanas, as cubanas, e as britânicas.
Os amadores de ondas curtas suspeitam que o  MI6 estava por trás da mais famosa estação de números no planeta, a tão reverenciada Lincolnshire Hunter.
Um grupo online que se autodenomina Enigma 2000 coleta dados sobre números de estações de todo o mundo. Jochen Schäfer, que dirige a filial alemã do grupo, acredita que a UVB-76, não é nenhuma estação de números típica, mas certamente é uma delas.
Normalmente, diz ele, as estações começam suas transmissões com um sinal de chamada, em seguida, passar para uma introdução própria. A Lincolnshire Hunter,  por exemplo, tem o seu apelido, porque cada transmissão começava com os dois primeiros compassos da canção popular Inglesa com o mesmo nome, antes de começar a transmitir os números. Já a UVB-76  é diferente por causa de sua estrutura. Na maioria das vezes, não é apenas o a campainha irritante e repetitiva.  As mensagens vêm em horários irregulares, e isso é muito estranho.
Aliás, foi este formato anômalo que levou alguns pesquisadores da UVB-76 a sugerir que ela não é só uma estação de números, mas algo mais.
Um ex-funcionário europeu de alto escalão e investigador de longa data do bloqueio soviético às estações de rádio ocidentais, conhecido por seu nickname “JM”, afirma que o propósito da campainha é transmitir ordens codificadas para as unidades militares na Rússia, não para espiões fora das suas fronteiras.
JM observa que a maioria do que foi reunido sobre a estação indica que a sua frequência é de 4625 kHz, e seu principal transmissor é de 20 quilowatts. O transmissor de backup é de 5 quilowatts, e sua antena horizontal-dipolo aponta para uso convencional, militar.
Bryan Tabares, um engenheiro de produção de 21 anos de idade, de Jacksonville, na Flórida, concorda e propõe uma teoria ainda mais inócua para explicar as perturbações de 2010: Ele acredita que foi apenas “ruído rosa”, fabricado por engenheiros de som para calibrar os equipamentos de áudio.
Boender, um pesquisador da radio e  consultor financeiro perto de Roterdã, diz que agora está confiante de que a UVB-76 é 100% controlada pelos militares russos.
Ele baseia esta conclusão da sua análise dos conhecidos postos militares russos:
“Descobrimos uma rede russa no início dos anos 90, mas levou dois anos de pesquisa para realmente descobrimos quem eles eram. Parecia ser uma rede de embaixadas soviéticas, consulados, ministérios, e provavelmente também a KGB e GRU. Um número de pessoas em todo o mundo escutava, e trocamos mensagens, gravações e analisamos o material até que finalmente descobrimos quem eles eram. Isso é o que torna tudo mais divertido. “

Uma nova intriga sobre a  UVB-76 ou MDZhB é a questão da sua localização. Logo após os levantes de agosto e setembro de 2010, com toda a parada e partida e as batidas e sussurros na “sala”, os  ouvintes relataram outra mudança notável: a posição da estação parecia ter movido no dial.
JM, o ex-funcionário europeu, desde então, ajudou a traçar a sua localização aproximada para perto da cidade de Pskov, perto da fronteira da Rússia com a Estónia. Mas ninguém foi capaz de triangular exatamente onde a transmissão está vindo.
Ary Boender teoriza que a mudança estava relacionada a uma reorganização militar russa, que rolou em setembro daquele ano, quando os distritos militares de Moscou e Leningrado foram fundidos para formar um novo centro de comando em São Petersburgo. Supostamente, isso explicaria porque a  UVB-76, também mudou seu sinal para centenas de quilômetros a noroeste.
Hoje, a pequena cidade militar em Povarovo, local de origem das transmissões da UVB-76 durante décadas está praticamente abandonada.
A área circundante é uma tapeçaria cinza-marrom de edifícios comunistas apartamentos, algumas obras construídas recentemente, e plantações de pepinos. Perto de voyenni gorodok, há portas lacradas e as paredes ostentam sinais militares, mas não há guardas ou cercas eletrificadas, e a maioria das portas não estão trancadas.
A única atividade ali está perto dos blocos habitacionais preenchidos com as esposas e filhos e netos de veteranos soviéticos, vivos e mortos.
– “Este era o paraíso”, diz uma moradora, Natalia, cujo falecido marido, Sergey Nikolayevich, serviu como motorista para o comandante da voyenni gorodok . Quando perguntada sobre a imponente cerca de ferro forjado a cerca  de uma centena de metros da entrada de seu prédio, ela diz que nunca se desvia através de seus portões. É lá que fica a  torre de rádio, e – veja que estranho – “ninguém nunca vai lá”.

A estrada de uma pista que segue para a torre se estende por cerca de um quarto de milha, passando um punhado de edifícios vazios e uma espessa floresta de pinheiros. Uma cerca de arame, apoiada por pilares de pedra cobertas de musgo, rodeia a torre.
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Ela tem entre 100 e 150 metros de altura, é vermelho e branco e está enferrujada, mas ainda mantém três ou quatro antenas ligadas a ela.
Ao lado da torre está um galpão azul, uma cabana de metal verde recheada com fios e equipamentos elétricos bem detonados, e uma estrutura de pedra antiga, que também está coberta de musgo. A parte interessante vem agora:
Ali parece haver uma grande instalação subterrânea: O relvado em que a torre fica é cheio de cilindros metálicos saindo do chão (presumivelmente dutos de ventilação), e há um pequeno prédio rosa que se parece com a entrada de uma escada que desce para os níveis abaixo do solo.
Além disso, há uma porta que está parcialmente aberta no lado da estrutura de pedra. Se você abri-la e olhar para dentro, você vai ver um buraco escuro e úmido onde certamente  deveria ter uma escada no passado.  Se você deixar cair uma pedra nesse buraco, vai demorar cerca de um segundo para chegar ao fundo, o que é lá em baixo é de pelo menos dez metros de profundidade.
A próxima construção do complexo, na superfície, surge  além da cerca de arame e a torre de rádio. É outro edifício também pintado de rosa. Há uma grande antena externa, uma árvore, e um vira-lata latindo ferozmente preso a árvore por uma corda. A configuração é tal que, se você pretende se aproximar da porta da frente, você precisa ser amigo do cachorro bravo, ou “o bicho pode pegar pro seu lado”.
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A porta da frente parece estar bloqueada. Não há luz no interior, ninguém entra ou sai. Mas certamente alguém esteve aqui, já que o cão parece ser devidamente alimentado.
Mas a radio ainda está funcionando e você pode ouví-la aqui:
UVB-76 Temporary Internet Repeater at RadioForest.net
Um arquivo pode ser baixado neste link que permite aos seguidores ouvir a  UVB-76 no iTunes.
Há várias razões para especular que mais de um “buzzer” existe e que isso indica que há mais de um local de transmissão.
A recente aparição curta do segundo sinal de alarme em 4622kHz em 12 de outubro 2012 não deixa dúvidas de que há mais de uma estação operando o sinal.

Uma neblina misteriosa antes da estação inteira sumir

Dois grupos de exploradores urbanos pesquisadores da UVB-76 viajaram para a remota cidade russa na tentativa de visitar o tal bunker militar subterrâneo onde o sinal tinha se originado por mais de trinta anos. Quando chegaram à cidade, um morador local disse-lhes sobre a tempestade de 2010.
Uma noite, um denso nevoeiro rolou, e o posto militar foi evacuado dentro de 90 minutos.
Opa! Isso estranho ou não é?
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Este é um dos registros do Bunker da radio, que operou ali até 2010.
Bens e equipamentos estavam espalhados em toda a base. Água gelada encheu o bunker nas partes mais profundas, mas ainda havia pistas a ser encontradas ali dentro.
O grupo descreveu o bunker militar de Povarov como “um lugar escuro, silencioso e solitário, algo como um labirinto com muitos corredores e quartos.”
Um livro foi encontrada que continha, veja só! Um log de mensagens enviadas pela UVB-76. O sinal etéreo que fascina o mundo há trinta anos tem agora uma presença física, juntamente com a confirmação de que estavam certos os caras que apostaram que a radio era tocada pelos militares russos.
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Mas se foi como a testemunha local afirmou, uma mudança da base de transmissão às pressas, quase que uma “fuga”, pra onde a rádio foi?
Ao que parece, hoje a UVB-76 é proveniente de múltiplos transmissores em toda a Rússia. A triangulação deu origem a três localizações possíveis.
A pequena aldeia russa de Kirsino, um buraco perdido com uma ridícula população registrada de apenas 39 pessoas. Um dos sinais foi traçado aqui.
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Kirsino parece até cenário de filme de zumbi.
Perto da fronteira com a Estônia está a Oblast de Pskov. Esta é atualmente a fonte mais provável de UVB-76, devido ao fato de que várias tentativas de triangulação apontaram para este lugar.
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Até agora ninguém sabe a real função da transmissão. Já sabemos que ela é militar, mas o que está dizendo ainda permanece envolto em mistério. Cada nova descoberta leva a novas levas de perguntas sem resposta. Por que unidades militares iriam usar logo as ondas curtas, que poderiam ser recebidas em outros países para se comunicar quando eles tem satélites e redes mais seguras de comunicação criptografadas? (vamos lembrar que eles foram os caras que primeiro colocaram um satélite no espaço)
Ao que parece, a transmissora esta instalada num lugar remoto, no meio de uma floresta, e uma única estrada estreita conduz ao local. Olha que VIAGEM visto do satélite!

Expedição ao bunker

As fotos abaixo são da “expedição” ao bunker realizada por dois grupos anônimos de investigadores amadores. Veja como o lugar foi rapidamente detonado antes da mudança às pressas dali para o novo lugar desconhecido. Note o risco de vida FERRADO desses doidos ao entrarem no lugar escuro, cheio de cabos de alta tensão e inundado em muitas partes!



Eu não tenho certeza que esteja relacionado com a UVB-76, mas num forum russo encontrei um cara falando que adentrou um dos complexos abandonados e entre algumas coisas desinteressantes que ele encontrou como “calendários do ano de 2009”, havia uma maquete! E essa maquete está aqui:
Ela mostra uma PUTA ESTRUTURA GIGANTESCA de antena, que se espalha por uma vastíssima área. Curiosamente, essa área parece muito com a foto do satélite da área da antena abandonada. Não sei se fizeram isso, ou a maquete mostra o que poderia ser o projeto original da transmissora. Nunca vi um complexo de antena tão monstro, que acho que só perde para o HAARP. Talvez esse complexo tivesse como objetivo criar um escudo de interferência, impedindo transmissões ocidentais de rádio na época dos soviéticos (especulação minha).
Na sequencia de videos abaixo, que achei no youtube você pode sentir na pele a “excursão” até o local misterioso.
Se você acredita nas teorias que tentam explicar a radio misteriosa ou não, pouco importa. O fato é que a radio ainda está no ar, enchendo a ionosfera com seu mistério permanente, transmitindo para o mundo seus segredos ocultos e inacessíveis.  Não há como negar a emoção que vem com a audição das mensagens da UVB-76 e suas vozes distorcidas, que podem surgir quando você menos espera.

UM DIA COMO OUTRO QUALQUER


Hoje farei de conta
que os problemas 
acabaram.

Empresto
do lado
esperançoso
de minha
mente
a confiança
indomável
no ser 
humano.

Varro
as quinquilharias
das diferenças
que nos fazem
falar mais
do que agir,
permanecendo
estáticos
empedernidos.

Tiro 
a poeira
das desconfianças
indiferenças
desânimos,
e lustro,
como lustro,
o brilho
da naturalidade
da vida
como é.

passo
Por fim
um pano úmido
nas frestas
dos móveis,
as sujeiras
crônicas,
sempre presentes
sempre ausentes,
fundidas
silenciosamente
no cotidiano
das impossibilidades.

Hoje
pedirei
ao Criador
um olhar
limpo e claro,
sem reflexo,
das guerras
diárias,
e da paz
condicional;
apenas
a aceitação
do que vier.

Será mais fácil
pisar sobre
a arrumação
que sempre
se desfaz.

João Paulo Naves Fernandes

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sou um milagre

EUA JÁ AGEM PARA DERRUBAR DILMA ROUSSEFF (Por F. William Engdahl na Revista americana NEO)

E

O artigo BRICS’ Brazil President Next Washington Target  foi nos EUA em novembro. Mas a sua atualidade faz a gente reproduzir ele aqui no Blog.
DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTA DO BRASIL, PAÍS MEMBRO DO GRUPO BRICS, É O PRÓXIMO ALVO DE WASHINGTON 
Publicado no “NEO – New Eastern Outlook”. Escrito por F. William Engdahl, norte-americano, engenheiro (Princeton) e pós-graduado em economia comparativa (Estocolmo). Transcrito no “Patria Latina” com tradução de Renato Guimarães para a “Vila Vudu” e republicado do Blog Democracia e Política
BRICS’ Brazil President Next Washington Target
“O porquê do terceiro turno… 
Para ganhar o segundo turno das eleições contra o candidato apoiado pelos Estados Unidos, Aécio Neves, em 26 outubro de 2014, a presidenta recém-reeleita do Brasil, Dilma Rousseff, sobreviveu a uma campanha maciça de desinformação do Departamento de Estado estadunidense. Não obstante, já está claro que Washington abriu uma nova ofensiva contra um dos líderes chave dos BRICS, o grupo não alinhado de economias emergentes – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Com a campanha de guerra financeira total dos Estados Unidos para enfraquecer a Rússia de Putin e uma série de desestabilizações visando a China, inclusive, mais recentemente, a “Revolução dos Guarda-Chuvas” financiada pelos Estados Unidos em Hong Kong, livrar-se da presidente “socialmente propensa” do Brasil é uma prioridade máxima para deter o polo emergente que se opõe ao bloco da Nova (des)Ordem Mundial de Washington.
A razão por que Washington quer se livrar de Rousseff é clara. Como presidente, ela é uma das cinco cabeças do BRICS que assinaram a formação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS, com capital inicial autorizado de 100 bilhões de dólares e um fundo de reserva de outros 100 bilhões de dólares. Ela também apoia uma nova Moeda de Reserva Internacional para complementar e eventualmente substituir o dólar. No Brasil, ela é apoiada por milhões de brasileiros mais pobres, que foram tirados da pobreza por seus vários programas, especialmente o Bolsa Família, um programa de subsídio econômico para mães e famílias da baixa renda. O Bolsa Família tirou uma população estimada de 36 milhões de famílias da pobreza através das políticas econômicas de Rousseff e de seu partido, algo que incita verdadeiras apoplexias em Wall Street e em Washington.

Líderes dos países BRICS
Apoiado pelos Estados Unidos, seu rival na campanha, Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), serve aos interesses dos magnatas e de seus aliados de Washington.
O principal assessor econômico de Neves, que se tornaria Ministro da Fazenda no caso de uma presidência de Neves, era Armínio Fraga Neto, [cidadão norte-americano e brasileiro] amigo íntimo e ex-sócio de Soros e seu fundo hedge “Quantum”. O principal conselheiro de Neves, e provavelmente seu Ministro das Relações Exteriores, tivesse ele ganhado as eleições, era Rubens Antônio Barbosa, ex-embaixador em Washington e hoje Diretor da ASG em São Paulo.
A ASG é o grupo de consultores de Madeleine Albright, ex-Secretária de Estado norte-americana durante o bombardeio da Iugoslávia em 1999. Albright, dirigente do principal grupo de reflexão dos Estados Unidos, o “Conselho sobre Relações Exteriores”, também é presidente da primeira ONG da “Revolução Colorida” financiada pelo governo dos Estados Unidos, o “Instituto Democrático Nacional” (NDI). Não é de surpreender que Barbosa tenha conclamado, numa campanha recente, o fortalecimento das relações Brasil-Estados Unidos e a degradação dos fortes laços Brasil-China, desenvolvidos por Rousseff na esteira das revelações sobre a espionagem norte-americana da Agência de Segurança Nacional (NSA) contra Rousseff e o seu governo.
Surgimento de escândalo de corrupção
Durante a áspera campanha eleitoral entre Rousseff e Neves, a oposição de Neves começou a espalhar rumores de que Rousseff, que até então jamais fora ligada à corrupção tão comum na política brasileira, estaria implicada num escândalo envolvendo a gigante estatal do petróleo, a Petrobras. Em setembro, um ex-diretor da Petrobras alegou que membros do governo Rousseff tinham recebido comissões em contratos assinados com a gigante do petróleo, comissões essas que depois teriam sido empregadas para comprar apoio congressional. Rousseff foi membro do conselho de diretores da companhia até 2010.
Agora, em 2 de novembro de 2014, apenas alguns dias depois da vitória arduamente conquistada por Rousseff, a maior firma de auditoria financeira dos Estados Unidos, a “Price Waterhouse Coopers” se recusou a assinar os demonstrativos financeiros do terceiro trimestre da Petrobras. A PWC exigiu uma investigação mais ampla do escândalo envolvendo a companhia petrolífera dirigida pelo Estado.

Dilma Rousseff
A Price Waterhouse Coopers é uma das firmas de auditoria, consultoria tributária e societária e de negócios mais eivadas de escândalos nos Estados Unidos. Ela foi implicada em 14 anos de encobrimento de uma fraude no grupo de seguros AIG, o qual estava no coração da crise financeira norte-americana de 2008. E a Câmara dos Lordes britânica criticou a PWC por não chamar atenção para os riscos do modelo de negócios adotado pelo banco “Northern Rock”, causador de um desastre de grandes proporções na crise imobiliária de 2008 na Grã-Bretanha, cliente que teve que ser resgatado pelo governo do Reino Unido.
Intensificam-se os ataques contra Rousseff, disso podemos ter certeza.
A estratégia global de Rousseff
Não foi apenas a aliança de Rousseff com os países dos BRICS que fez dela um alvo principal da política de desestabilização de Washington. Sob seu mandato, o Brasil está agindo com rapidez para baldar a vulnerabilidade à vigilância eletrônica norte-americana da NSA.
Dias após a sua reeleição, a companhia estatal Telebras anunciou planos para a construção de um cabo submarino de telecomunicações por fibra ótica com Portugal através do Atlântico. O planejado cabo da Telebras se estenderá por 5.600 quilômetros, da cidade brasileira de Fortaleza até Portugal. Ele representa uma ruptura maior no âmbito das comunicações transatlânticas sob domínio da tecnologia norte-americana. Notadamente, o presidente da Telebras, Francisco Ziober Filho, disse numa entrevista que o projeto do cabo será desenvolvido e construído sem a participação de nenhuma companhia estadunidense.
As revelações de Snowden sobre a NSA em 2013 elucidaram, entre outras coisas, os vínculos íntimos existentes entre empresas estratégicas chave de tecnologia da informática, como a “Cisco Systems”, a “Microsoft” e outras, e a comunidade norte-americana de inteligência. Ele declarou que:
“A questão da integridade e vulnerabilidade de dados é sempre uma preocupação para todas as companhias de telecomunicações”.
O Brasil reagiu aos vazamentos da NSA periciando todos os equipamentos de fabricação estrangeira em seu uso, a fim de obstar vulnerabilidades de segurança e acelerar a evolução do país rumo à autossuficiência tecnológica, segundo o dirigente da Telebras.
Até agora, virtualmente todo tráfego transatlântico de TI encaminhado via costa leste dos Estados Unidos para a Europa e a África representou uma vantagem importante para espionagem de Washington.

Espionagem! O Expresso está 100 por cento sob nosso controle.
Se verdadeiro ou ainda incerto, o fato é que sob Rousseff e seu partido o Brasil está trabalhando para fazer o que ela considera ser o melhor para interesse nacional do Brasil.
A geopolítica do petróleo também é chave
O Brasil também está se livrando do domínio anglo-americano sobre sua exploração de petróleo e de gás. No final de 2007, a Petrobras descobriu o que considerou ser uma nova e enorme bacia de petróleo de alta qualidade na plataforma continental no mar territorial brasileiro da Bacia de Santos. Desde então, a Petrobras perfurou 11 poços de petróleo nessa bacia, todos bem-sucedidos. Somente em Tupi e em Iara, a Petrobras estima que haja entre 8 a 12 bilhões de barris de óleo recuperável, o que pode quase dobrar as reservas brasileiras atuais de petróleo. No total, a plataforma continental do Brasil pode conter mais de 100 bilhões de barris de petróleo, transformando o país numa potência de petróleo e gás de primeira grandeza, algo que a Exxon e a Chevron, as gigantes do petróleo norte-americano, se esforçaram arduamente para controlar.
Em 2009, segundo cabogramas diplomáticos norte-americanos vazados e publicados pelo Wikileaks, a Exxon e a Chevron foram assinaladas pelo consulado estadunidense no Rio de Janeiro por estarem tentando, em vão, alterar a lei proposta pelo mentor e predecessor de Rousseff em seu Partido dos Trabalhadores, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, ou Lula, como ele é chamado.[Foi revelado pelo Wikileaks que José Serra, o então candidato do PSDB que competia contra Dilma pela presidência, prometera confidencialmente à Chevron que, se eleito, afastaria a Petrobras do pré-sal para dar espaço às petroleiras estadunidenses].
Essa lei de 2009 tornava a estatal Petrobras operadora-chefe de todos os blocos no mar territorial. Washington e as gigantes estadunidenses do petróleo ficaram furiosos ao perderem controles-chave sobre a descoberta da potencialmente maior jazida individual de petróleo em décadas.

Dilma Rousseff e Joe Biden
Para tornar as coisas piores aos olhos de Washington, Lula não apenas afastou a Exxon Mobil e a Chevron de suas posições de controle em favor da estatal Petrobras, como também abriu a exploração do petróleo brasileiro aos chineses. Em dezembro de 2010, num dos seus últimos atos como presidente, ele supervisionou a assinatura de um acordo entre a companhia energética hispano-brasileira Repsol e a estatal chinesa Sinopec. A Sinopec formou uma joint venture, a Repsol Sinopec Brasil, investindo mais de 7,1 bilhões de dólares na Repsol Brasil. Já em 2005, Lula havia aprovado a formação da Sinopec International Petroleum Service of Brazil Ltd, como parte de uma nova aliança estratégica entre a China e o Brasil, precursora da atual organização do BRICS.
Washington não gostou
Em 2012, uma perfuração conjunta, da Repsol Sinopec Brazil, Norway’s Stateoil e Petrobras, fez uma descoberta de importância maior em Pão de Açúcar, a terceira no bloco BM-C-33, o qual inclui Seat e Gávea, esta última uma das 10 maiores descobertas do mundo em 2011. As maiores [empresas] do petróleo estadunidenses e britânicas absolutamente sequer estavam presentes.
Com o aprofundamento das relações entre o governo Rousseff e a China, bem como com a Rússia e com outros parceiros do BRICS, em maio de 2013, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, veio ao Brasil com sua agenda focada no desenvolvimento de gás e petróleo. Ele se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff, que havia sucedido ao seu mentor Lula em 2011. Biden também se encontrou com as principais companhias energéticas no Brasil, inclusive a Petrobrás.
Embora pouca coisa tenha sido dita publicamente, Rousseff se recusou a reverter a lei do petróleo de 2009 de maneira a adequá-la aos interesses de Biden e de Washington. Dias depois da visita de Biden, surgiram as revelações de Snowden sobre a NSA, de que os Estados Unidos também estavam espionando Rousseff e os funcionários de alto escalão da Petrobras. Ela ficou furiosa e, naquele mês de setembro, denunciou a administração Obama diante da Assembleia Geral da ONU por violação da lei internacional. Em protesto, ela cancelou uma visita programada a Washington. Depois disso, as relações Estados Unidos-Brasil sofreram grave resfriamento.

Dilma e Lula
Antes da visita de Biden em maio de 2013, Dilma Rousseff tinha uma taxa de popularidade de 70 por cento. Menos de duas semanas depois da visita de Biden ao Brasil, protestos em escala nacional convocados por um grupo bem organizado chamado “Movimento Passe Livre”, relativos a um aumento nominal de 10 por cento nas passagens de ônibus, levaram o país virtualmente a uma paralisação e se tornaram muito violentos. Os protestos ostentavam a marca de uma típica “Revolução Colorida”, ou desestabilização via Twitter, que parece seguir Biden por onde quer que ele se apresente. Em semanas, a popularidade de Rousseff caiu para 30 por cento.”

FONTE: publicado no “NEO – New Eastern Outlook”. Escrito por F. William Engdahl, norte-americano, engenheiro e jurisprudente (Princeton, EUA-1966), pós-graduado em economia comparativa (Estocolmo, Suécia-1969). Artigo transcrito no “Patria Latina” com tradução de Renato Guimarães para a “Vila Vudu”  (http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=14736).[Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog ‘democracia&política’].

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  Leve como o vento,  sigo novidades.. Mais observo,  menos escrevo. Noturno,  pensamentos  assentados. Sem direção,  à mercê de cada dia. D...