quinta-feira, 14 de julho de 2011

Assassinato do Sonho

Um sonho assassinado

No quintal da vida

Impede de chegar à rua.



Dê-me teus seios maternos

Eternos

Onde deleito lábios distantes

egoístas.



Quem sabe o sol

Ou a lua

Quem sabe o vento

Ou o mar

Possam refazer

O caminho

De lugar algum

Para lugar nenhum.



Plastificaram o heroísmo

desmodelaram a revolução

implantaram corações oficiais.



A casa é mais que refúgio

albergue

A cama é mais que descanso

Insônia

A sala é mais que encontro

Solidão



Disfarço como quem desconhece o tempo

E saio como um estranho, 
estrangeiro.



Repouso na simplicidade

Da vida

Como saída

Anti-heróica

desmerecida



Entendo os suicidas

entediam-me

suas fraquezas



Faço um apelo

Ao Todo Poderoso

e espero

espero.

que Ele venha

Se quiser.

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