Um sonho assassinado
No quintal da vida
Impede de chegar à rua.
Dê-me teus seios maternos
Eternos
Onde deleito lábios distantes
egoístas.
Quem sabe o sol
Ou a lua
Quem sabe o vento
Ou o mar
Possam refazer
O caminho
De lugar algum
Para lugar nenhum.
Plastificaram o heroísmo
desmodelaram a revolução
implantaram corações oficiais.
A casa é mais que refúgio
albergue
A cama é mais que descanso
Insônia
A sala é mais que encontro
Solidão
Disfarço como quem desconhece o tempo
E saio como um estranho,
estrangeiro.
Repouso na simplicidade
Da vida
Como saída
Anti-heróica
desmerecida
Entendo os suicidas
entediam-me
suas fraquezas
Faço um apelo
Ao Todo Poderoso
e espero
espero.
que Ele venha
Se quiser.
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