quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Do mais profundo e desconhecido eu

De onde vens, palavra?
Quem te autorizou chegar?
Ou és autônoma...
Abismo de mim
sub-suspenso
aguardando
o silêncio
para identificar-se.
Que ideia costuras,
libertina,
aflorando
à vida?
Quem te entende...
Os afazeres?
O comer e o beber?
Para onde vais, palavra?
Não te recebem?
JP

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