Esqueci-me
no passado,
distraído
vizinho
no caminho
da escola,
prisão
das ruas.
Lá atrás
matei-me
ao escolher
a caixa
de sapatos,
descalço
que era...
Produzia
ventos,
escorregava
nas enchentes,
minha mãe
observava
calada
na ladeira
sábia
sabiá.
Meu pai
viajara
para sempre,
sentado
num burrinho
tosco,
nunca mais
voltou,
procurei outro...
Meu presente
inexiste,
guardo-o
no quarto,
de vez em quando
ele sai,
em sonhos,
espanta-se
com o mundo,
medonho.
Fecho
as janelas
dão
para nada,
consciente
das paredes.
Fique
como quiser,
encontre-me
quando puder,
no passado...
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