segunda-feira, 2 de novembro de 2026

VAZANTE

 


Quantos de mim se perdem, 

e tenho que buscar-me de volta.


Quantas correções me faço,  

como a um estrangeiro, 

quando me desfaço?


Quantas 

despedidas 

latentes, 

semeio, 

não crescem, 

não colhem 

soltas em mim?


Vã vontade,

sórdida razão, 

porque então 

não deixar vazar 

o ribeirão(?)

rompe barreiras 

como um fim...

ACHADOS & PERDIDOS

 


Alguém viu por aí 

o poema que escrevi?


Deixou-me 

fora de hora, 

perdi-o, 

esqueci...


Alguém sabe 

o que não sei 

fazer de mim, 

deslocar-me

nem achado 

nem perdido?


Alguém viu, 

que não vi...

que escrevi, 

bem sei 

que escrevi!


Então, 

por onde anda, 

que não acho, 

e ninguém sabe 

também.


Fui com o poema 

e não encontro...

VAZANTE

  Quantos de mim se perdem,  e tenho que buscar-me de volta. Quantas correções me faço,   como a um estrangeiro,  quando me desfaço? Quantas...