Não sei terminar,
sou dos que arrastam
convicções inertes
ondas revoltas em rochas.
Não tenho fim,
reconheço
uma atemporal
permanência,
falsa consciência,
crendo em mudancas
imprevistas.
Nada acontece,
passam--se os dias,
os meses,
anos,
a vida!
Tenho a sensação
de tudo paralisado,
novidades
envelhecidas,
repetição morna,
cozimento lento.
Tão revoltado com tudo,
sinto este estado de morte
que me recobre.
silhueta que padece,
palidece,
falece.
Nada acontece...
Se vejo,
é um rosto
repousando numa tumba,
e a multidão admirando
entre conversas memoriais...
Fétido poder
de conservação,
paralítico milenar
retendo vidas...
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