sábado, 23 de maio de 2026

NEM POR ISSO DEIXEI DE SER...

 

Estar acostumado com o aperto,
sinal vermelho dos bolsos,
esperas colossais.
Cigarras entre chuvas e Sol,
algazarras de crianças,
nós em gravatas.
Canta e reza,
preza o coração,
antes da razão,
devastam...
A paisagem usurpada
confunde verde,
amarelo,
pátria,
traição,
humanidade,
exclusão.
Dedos rítmicos respondem
compassos novos,
entrelinhas de respostas.
Um horizonte multicor
aguarda maturidade,
Fome e vida permeiam idéias,
sede de espaços proibidos.
O presente requer olhares abrangentes,
(menos seletivos),
bocas roucas,
ouvidos amplos e compreensíveis.
E caminhar, caminhar...

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