segunda-feira, 13 de julho de 2026

VERSOS LIVRES

 


Tenho os pés no chão, 

atam-me ao mundo, 

vão do tempo que respiro, 

espaço distendido que abro. 


Sento-me na cama... 

não sei se levanto, 

não quero, 

se deito, 

repouso impossível. 


Sou poeta da vida, 

bandeira hasteada, 

a meio pau, 

a história é quem diz...

alço letras claras, 

rimas raras, 

música sempre...


Monologo pelas noites 

as falências...

reentrâncias...

extraio delas 

o líquen das palavras, 

coladas à boca, 

extensão do corpo.


Esvoaçam indecisas 

na calma noite, 

voam por aí, 

perdidas...

buscam olhares 

maturados,

tesouros 

esquecidos 

de cada um, 

raramente 

descobertos,

escavam, 

se tanto...


A seca 

grassa 

no cimento 

duro, 

poucos sentam-se 

nos bancos 

dos parques

desviam-se

da linha 

de produção. 


Consideram 

a impropriedade,

do verso versus o mundo.


Pinço palavras mágicas, 

ondas sobre as rochas

afã inglório

das baixas marés, 

leituras adormecidas, 

tardias...

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VERSOS LIVRES

  Tenho os pés no chão,  atam-me ao mundo,  vão do tempo que respiro,  espaço distendido que abro.  Sento-me na cama...  não sei se levanto,...