Eu Caí!
Caī!
Hoje faço lembrança
de minhas torpes quedas.
Nave sem rumo,
passos sem prumo.
A circunstância e a ação...
Deixar desandar
o leve caminhar...
Quando vi,
estava imerso no atoleiro,
tudo o que havia construído,
perdera-se,
quase que por inteiro.
Aceitei me perder
por prazer,
consciente do meu ser,
e quanto mais seguia,
mais me fugia,
corrente lânguida e passiva
deslizando lisa
nos regatos do ocaso...
Foram-se
fechando portas,
tornaram-se fortes,
caudalosas,
as corredeiras,
sinuosas,
imprevistas,
Quando vi,
torpes opções,
vindas não sei de onde,
apresentaram-se
como ladrões,
a retirar os tijolos
que sedimentei por anos...
Quando vi, estava só,
e só fiquei...
Pude
observar
minha
verdadeira
estatura,
até
onde
pode
chegar
uma criatura...
Pela primeira vez chorei,
muitas vezes chorei
estes reveses,
lamentos
que não contei,
ninguém ouve...
passa ao largo,
deste embargo.
Vou reconstruir-me
a partir do nada,
recomeçar a caminhada,
sair da noite fria,
de uma rodoviaria
da estrada,
caminhos para não sei onde(?)
Verei novamente o horizonte ,
seus aromas em minha fronte,
buscarei de não sei onde,
forças que acalento
ainda na mente.
Reencontrar-me
nos vários caminhos,
pequenas oportunidades,
seguir,
porque sempre sigo...
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